São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pirassununga - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pirassununga, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 31poços cadastrados
  • 195,6 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 47,8 mnível estático médio

Como são os poços em Pirassununga - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Pirassununga - SP. A profundidade média é de 195,6 m e a mediana, 150 m, medida em 31 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 47,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 758 dos 27.609 domicílios do município — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
195,6 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
47,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
39,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
73.545 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
758 (2,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Pirassununga, com profundidade média de 195,6 m (mediana de 150 m, variando de 42 m a 430 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 30% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pirassununga é 39,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Pirassununga

Poços cadastrados em Pirassununga - SP
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média195,6 m 31 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade42 m a 430 m
Nível estático médio47,8 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio95 m 18 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 30% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 22 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Pirassununga 42 m mínimo 150 m mediana 430 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 296 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pirassununga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 6 · 19% 100-150 m 8 · 26% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 14 · 45%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pirassununga 3 1960 2 1970 2 1990 22 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pirassununga. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 29% Abastecimento industrial 7 · 25% Outros (lazer,etc.) 5 · 18% Abastecimento urbano 3 · 11% Sem uso 3 · 11% Irrigação 2 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 18 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Formação Corumbataí — 10 poços
  • Grupo Passa Dois — 5 poços
  • Formação Aquidauana — 4 poços
  • Formação Piramboia — 3 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Pirassununga

Pirassununga tem 73.545 habitantes distribuídos em 727,1 km², o que dá 101,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Carlos, na região intermediária de Araraquara.

No Censo 2022, 758 dos 27.609 domicílios de Pirassununga — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 269 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.032 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pirassununga, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pirassununga

Com base em 222 poços cadastrados num raio de 30 km de Pirassununga - SP, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 300 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 124 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pirassununga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 222 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
8,9 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
7,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 124 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pirassununga: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta222 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 48peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pirassununga costumam descer

  • até 50 m 10%23
  • 50 a 100 m 29%63
  • 100 a 150 m 20%45
  • acima de 150 m 40%89

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Botucatu 11,0 m³/h 101 m 3421 com teste
Grupo Passa Dois 10,0 m³/h 207 m 3120 com teste
Formação Serra Geral 8,3 m³/h 120 m 2813 com teste
Formação Piramboia 7,5 m³/h 100 m 2221 com teste
Formação Corumbataí 6,3 m³/h 110 m 1616 com teste
Grupo Bauru 27,9 m³/h 157 m 107 com teste
Grupo Tubarão 37,7 m³/h 149 m 42 com teste
Formação Aquidauana 28,6 m³/h 169 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Formação Serra Geral 4 · Formação Corumbataí 3 · Grupo Tubarão 1
  • 50 a 100 m49 poços Formação Botucatu 16 · Formação Piramboia 13 · Grupo Passa Dois 6
  • 100 a 150 m33 poços Formação Serra Geral 10 · Formação Botucatu 7 · Formação Piramboia 5
  • acima de 150 m65 poços Grupo Passa Dois 20 · Formação Botucatu 10 · Formação Serra Geral 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pirassununga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pirassununga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.