São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Gavião Peixoto - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Gavião Peixoto, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 23poços cadastrados
  • 195,9 mprofundidade média
  • 158 mprofundidade mediana
  • 45,6 mnível estático médio

Como são os poços em Gavião Peixoto - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Gavião Peixoto - SP. A profundidade média é de 195,9 m e a mediana, 158 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 62 dos 1.640 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
195,9 m
Profundidade mediana
158 m
Nível estático médio
45,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
39,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.702 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
62 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Gavião Peixoto, com profundidade média de 195,9 m (mediana de 158 m, variando de 85 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Gavião Peixoto é 39,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Gavião Peixoto

Poços cadastrados em Gavião Peixoto - SP
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média195,9 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana158 m
Faixa de profundidade85 m a 350 m
Nível estático médio45,6 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,5 m 12 poços com o dado
Vazão específica média3,9 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 54% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 40% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Gavião Peixoto 85 m mínimo 158 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 114 m e 320 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Gavião Peixoto por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 9% 100-150 m 9 · 39% 150-200 m 2 · 9% acima de 200 m 10 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Gavião Peixoto 1 1980 3 1990 14 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Gavião Peixoto. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 9 · 43% Abastecimento urbano 4 · 19% Abastecimento industrial 3 · 14% Irrigação 3 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 5% Sem uso 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Grupo Bauru — 5 poços
  • Formação Piramboia — 4 poços

O território e o subsolo de Gavião Peixoto

Gavião Peixoto tem 4.702 habitantes distribuídos em 243,8 km², o que dá 19,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.

No Censo 2022, 62 dos 1.640 domicílios de Gavião Peixoto — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 60 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 79 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Gavião Peixoto, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Gavião Peixoto

Com base em 660 poços cadastrados num raio de 30 km de Gavião Peixoto - SP, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 350 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 25,7 m³/h), sobre 379 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Gavião Peixoto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 660 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
23,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 379 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Gavião Peixoto: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta660 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Gavião Peixoto costumam descer

  • até 50 m 24%148
  • 50 a 100 m 28%172
  • 100 a 150 m 15%91
  • acima de 150 m 34%213

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 6,6 m³/h 100 m 201170 com teste
Formação Serra Geral 19,5 m³/h 150 m 8964 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 5,1 m³/h 80 m 8787 com teste
Formação Botucatu 34,7 m³/h 152 m 3827 com teste
Aluviões 80,0 m³/h 93 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m86 poços Grupo Bauru 49 · Formação Vale do Rio do Peixe 29 · Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m115 poços Grupo Bauru 56 · Formação Vale do Rio do Peixe 28 · Formação Serra Geral 17
  • 100 a 150 m62 poços Formação Serra Geral 24 · Grupo Bauru 24 · Formação Vale do Rio do Peixe 7
  • acima de 150 m160 poços Grupo Bauru 72 · Formação Serra Geral 43 · Formação Vale do Rio do Peixe 23

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Gavião Peixoto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Gavião Peixoto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.