São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Ibitinga - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibitinga, São Paulo.
- aquífero poroso
- formação serra geral
- 61poços cadastrados
- 196,7 mprofundidade média
- 151 mprofundidade mediana
- 45,9 mnível estático médio
Como são os poços em Ibitinga - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 61 poços em Ibitinga - SP. A profundidade média é de 196,7 m e a mediana, 151 m, medida em 60 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 618 dos 22.213 domicílios do município — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 61
- Profundidade média
- 196,7 m
- Profundidade mediana
- 151 m
- Nível estático médio
- 45,9 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 40,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 60.033 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 618 (2,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 61 poços em Ibitinga, com profundidade média de 196,7 m (mediana de 151 m, variando de 40 m a 467 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 44% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Ibitinga é 40,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Ibitinga
| Poços no cadastro nacional | 61 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 196,7 m 60 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 151 m |
| Faixa de profundidade | 40 m a 467 m |
| Nível estático médio | 45,9 m 26 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 92,7 m 26 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,6 m³/h por metro 26 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 50% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 44% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 16 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 27 poços |
| Poços com teste de vazão | 61 de 61 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 15 poços
- Fissural — 15 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 20 poços
- Grupo Bauru — 15 poços
- Formação Botucatu — 5 poços
- Formação Vale do Rio do Peixe — 3 poços
- Formação Piramboia — 1 poço
- Grupo Passa Dois — 1 poço
O território e o subsolo de Ibitinga
Ibitinga tem 60.033 habitantes distribuídos em 689,4 km², o que dá 87,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.
No Censo 2022, 618 dos 22.213 domicílios de Ibitinga — 2,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 536 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 553 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ibitinga, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Ibitinga
Com base em 230 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibitinga - SP, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 412 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 13,2 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 31,2 m³/h), sobre 114 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibitinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 230 poços no raio, contra 61 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 114 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Ibitinga: 61/100
Confiança: amostra alta230 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Ibitinga costumam descer
- até 50 m 13%29
- 50 a 100 m 22%49
- 100 a 150 m 20%45
- acima de 150 m 44%98
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Bauru | 10,0 m³/h | 100 m | 5546 com teste |
| Formação Serra Geral | 24,8 m³/h | 160 m | 5136 com teste |
| Formação Vale do Rio do Peixe | 10,0 m³/h | 73 m | 1111 com teste |
| Formação Botucatu | 32,2 m³/h | 174 m | 94 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m14 poços Grupo Bauru 9 · Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Formação Serra Geral 2
- 50 a 100 m31 poços Grupo Bauru 21 · Formação Serra Geral 5 · Formação Vale do Rio do Peixe 3
- 100 a 150 m28 poços Formação Serra Geral 18 · Grupo Bauru 7 · Cobertura do Rio Guaporé Superior 1
- acima de 150 m57 poços Formação Serra Geral 26 · Grupo Bauru 18 · Formação Botucatu 6
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Ibitinga?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibitinga.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Ibitinga
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.