São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guararema - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guararema, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 41poços cadastrados
  • 150 mprofundidade média
  • 166 mprofundidade mediana
  • 14,9 mnível estático médio

Como são os poços em Guararema - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 41 poços em Guararema - SP. A profundidade média é de 150 m e a mediana, 166 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 2.658 dos 11.086 domicílios do município — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
41
Profundidade média
150 m
Profundidade mediana
166 m
Nível estático médio
14,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
31.236 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.658 (24%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 41 poços em Guararema, com profundidade média de 150 m (mediana de 166 m, variando de 4 m a 304 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guararema é 6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Guararema

Poços cadastrados em Guararema - SP
Poços no cadastro nacional41 poços
Profundidade média150 m 39 poços com o dado
Profundidade mediana166 m
Faixa de profundidade4 m a 304 m
Nível estático médio14,9 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio79 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 50% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão41 de 41
Distribuição das profundidades em Guararema 4 m mínimo 166 m mediana 304 m máximo
Metade dos poços fica entre 95 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guararema por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 9 · 23% 100-150 m 8 · 21% 150-200 m 11 · 28% acima de 200 m 9 · 23%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guararema 1 1960 3 1970 8 1990 24 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guararema. Valores em poços. Abastecimento industrial 17 · 45% Abastecimento doméstico 9 · 24% Outros (lazer,etc.) 6 · 16% Abastecimento urbano 3 · 8% Abastecimento doméstico/animal 2 · 5% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 5 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Formação São Paulo — 3 poços
  • Complexo Embú — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Guararema

Guararema tem 31.236 habitantes distribuídos em 270,8 km², o que dá 115,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 2.658 dos 11.086 domicílios de Guararema — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.789 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.666 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guararema

Com base em 722 poços cadastrados num raio de 30 km de Guararema - SP, 80% deles foram concluídos entre 76 m e 230 m, com profundidade mediana de 149 m. A vazão mediana calculada é de 19,0 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 36,0 m³/h), sobre 190 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guararema se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 722 poços no raio, contra 41 poços dentro do município.

149 mprofundidade mediana
19,0 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
25,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 190 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guararema: 75/100

75 de 100

Confiança: amostra alta722 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 82peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guararema costumam descer

  • até 50 m 4%31
  • 50 a 100 m 21%146
  • 100 a 150 m 31%217
  • acima de 150 m 44%306

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 29,1 m³/h 153 m 136107 com teste
Corpo Cristalino 6,1 m³/h 143 m 2417 com teste
Complexo Embú 3,9 m³/h 200 m 2318 com teste
Formação São Paulo 11,4 m³/h 151 m 2118 com teste
Formação Caçapava 9,1 m³/h 90 m 1210 com teste
Formação Pindamonhangaba 39,9 m³/h 160 m 44 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 30,1 m³/h 112 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Taubaté 1 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Caçapava 1
  • 50 a 100 m39 poços Grupo Taubaté 21 · Formação Caçapava 8 · Corpo Cristalino 5
  • 100 a 150 m73 poços Grupo Taubaté 44 · Corpo Cristalino 9 · Formação São Paulo 6
  • acima de 150 m115 poços Grupo Taubaté 70 · Complexo Embú 19 · Formação São Paulo 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guararema?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guararema.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.