São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Atibaia - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Atibaia, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 303poços cadastrados
  • 149,9 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 16,5 mnível estático médio

Como são os poços em Atibaia - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 303 poços em Atibaia - SP. A profundidade média é de 149,9 m e a mediana, 150 m, medida em 302 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 12.469 dos 56.522 domicílios do município — 22,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
303
Profundidade média
149,9 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
16,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
6,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
158.647 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
12.469 (22,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 303 poços em Atibaia, com profundidade média de 149,9 m (mediana de 150 m, variando de 4 m a 790 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Atibaia é 6,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Atibaia

Poços cadastrados em Atibaia - SP
Poços no cadastro nacional303 poços
Profundidade média149,9 m 302 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade4 m a 790 m
Nível estático médio16,5 m 58 poços com o dado
Nível dinâmico médio103,7 m 58 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 56 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 54% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 151 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 180 poços
Poços com teste de vazão303 de 303
Distribuição das profundidades em Atibaia 4 m mínimo 150 m mediana 790 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Atibaia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 50 · 17% 50-100 m 42 · 14% 100-150 m 75 · 25% 150-200 m 61 · 20% acima de 200 m 74 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Atibaia 14 1970 2 1980 34 1990 180 2000 21 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Atibaia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 151 · 54% Abastecimento industrial 62 · 22% Outros (lazer,etc.) 36 · 13% Irrigação 12 · 4% Sem uso 10 · 4% Abastecimento urbano 10 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 95 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 67 poços
  • Terciário-Quaternário — 29 poços
  • Corpo Cristalino — 14 poços
  • Complexo Metamórfico-Migmatítico — 12 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço

O território e o subsolo de Atibaia

Atibaia tem 158.647 habitantes distribuídos em 478,5 km², o que dá 331,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança Paulista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 12.469 dos 56.522 domicílios de Atibaia — 22,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.257 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 12.146 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Atibaia

Com base em 1.267 poços cadastrados num raio de 30 km de Atibaia - SP, 80% deles foram concluídos entre 12 m e 250 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 7,1 m³/h), sobre 256 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Atibaia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.267 poços no raio, contra 303 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
44,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 256 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Atibaia: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta1.267 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Atibaia costumam descer

  • até 50 m 25%285
  • 50 a 100 m 13%149
  • 100 a 150 m 21%234
  • acima de 150 m 41%460

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 3,3 m³/h 150 m 165125 com teste
Corpo Cristalino 3,1 m³/h 150 m 6744 com teste
Terciário-Quaternário 4,8 m³/h 133 m 3721 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 12,9 m³/h 105 m 163 com teste
Complexo Amparo 0,9 m³/h 81 m 1010 com teste
Grupo São Roque 6,0 m³/h 180 m 87 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 1,3 m³/h 80 m 52 com teste
Grupo Serra do Itaberaba 3,9 m³/h 160 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m31 poços Complexo Varginha-Guaxupe 17 · Corpo Cristalino 8 · Complexo Amparo 5
  • 50 a 100 m52 poços Complexo Varginha-Guaxupe 23 · Corpo Cristalino 10 · Terciário-Quaternário 9
  • 100 a 150 m103 poços Complexo Varginha-Guaxupe 55 · Terciário-Quaternário 16 · Corpo Cristalino 16
  • acima de 150 m132 poços Complexo Varginha-Guaxupe 70 · Corpo Cristalino 33 · Terciário-Quaternário 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Atibaia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Atibaia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.