São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Orindiúva - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Orindiúva, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 15poços cadastrados
  • 144,1 mprofundidade média
  • 190 mprofundidade mediana
  • 23,2 mnível estático médio

Como são os poços em Orindiúva - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Orindiúva - SP. A profundidade média é de 144,1 m e a mediana, 190 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 142 dos 2.117 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
144,1 m
Profundidade mediana
190 m
Nível estático médio
23,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
11,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.024 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
142 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Orindiúva, com profundidade média de 144,1 m (mediana de 190 m, variando de 23 m a 305 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Orindiúva é 11,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Orindiúva

Poços cadastrados em Orindiúva - SP
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média144,1 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana190 m
Faixa de profundidade23 m a 305 m
Nível estático médio23,2 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio78,3 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Orindiúva 23 m mínimo 190 m mediana 305 m máximo
Metade dos poços fica entre 31,5 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Orindiúva por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 36% 150-200 m 6 · 43% acima de 200 m 3 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Orindiúva 3 1970 2 1990 3 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Orindiúva. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 36% Abastecimento doméstico 5 · 36% Outros (lazer,etc.) 2 · 14% Abastecimento industrial 2 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Grupo Bauru — 3 poços

O território e o subsolo de Orindiúva

Orindiúva tem 6.024 habitantes distribuídos em 247,4 km², o que dá 24,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 142 dos 2.117 domicílios de Orindiúva — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 128 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 23 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Orindiúva, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Orindiúva

Com base em 169 poços cadastrados num raio de 30 km de Orindiúva - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 204 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 11,9 m³/h (metade dos poços entre 5,9 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 77 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Orindiúva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 169 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
11,9 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
6,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 77 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Orindiúva: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta169 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Orindiúva costumam descer

  • até 50 m 6%10
  • 50 a 100 m 40%64
  • 100 a 150 m 30%47
  • acima de 150 m 24%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,1 m³/h 104 m 6347 com teste
Formação Serra Geral 7,9 m³/h 150 m 2714 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 13,2 m³/h 120 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m38 poços Grupo Bauru 30 · Formação Serra Geral 6 · Formação Vale do Rio do Peixe 2
  • 100 a 150 m32 poços Grupo Bauru 20 · Formação Serra Geral 9 · Formação Vale do Rio do Peixe 3
  • acima de 150 m25 poços Grupo Bauru 12 · Formação Serra Geral 11 · Formação Vale do Rio do Peixe 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Orindiúva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Orindiúva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.