São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nazaré Paulista - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nazaré Paulista, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 21poços cadastrados
  • 153,1 mprofundidade média
  • 175 mprofundidade mediana
  • 16,8 mnível estático médio

Como são os poços em Nazaré Paulista - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Nazaré Paulista - SP. A profundidade média é de 153,1 m e a mediana, 175 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 1.940 dos 6.724 domicílios do município — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
153,1 m
Profundidade mediana
175 m
Nível estático médio
16,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
praticamente igual à média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
18.217 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.940 (28,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Nazaré Paulista, com profundidade média de 153,1 m (mediana de 175 m, variando de 8 m a 305 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nazaré Paulista é praticamente igual à média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Nazaré Paulista

Poços cadastrados em Nazaré Paulista - SP
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média153,1 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana175 m
Faixa de profundidade8 m a 305 m
Nível estático médio16,8 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio104,5 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 13 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Nazaré Paulista 8 m mínimo 175 m mediana 305 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 202 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nazaré Paulista por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 24% 100-150 m 5 · 24% 150-200 m 5 · 24% acima de 200 m 6 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nazaré Paulista 4 1990 13 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nazaré Paulista. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 42% Outros (lazer,etc.) 4 · 21% Abastecimento urbano 3 · 16% Abastecimento industrial 3 · 16% Irrigação 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Proterozoico Médio — 1 poço

O território e o subsolo de Nazaré Paulista

Nazaré Paulista tem 18.217 habitantes distribuídos em 326,3 km², o que dá 55,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança Paulista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 1.940 dos 6.724 domicílios de Nazaré Paulista — 28,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 829 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.902 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nazaré Paulista

Com base em 869 poços cadastrados num raio de 30 km de Nazaré Paulista - SP, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 270 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,1 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 263 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nazaré Paulista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 869 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
30,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 263 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nazaré Paulista: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta869 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nazaré Paulista costumam descer

  • até 50 m 11%92
  • 50 a 100 m 11%97
  • 100 a 150 m 25%209
  • acima de 150 m 53%446

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 3,2 m³/h 155 m 6651 com teste
Grupo Taubaté 10,5 m³/h 171 m 6256 com teste
Corpo Cristalino 4,0 m³/h 157 m 5439 com teste
Formação São Paulo 9,9 m³/h 199 m 4438 com teste
Complexo Embú 4,0 m³/h 200 m 4132 com teste
Terciário-Quaternário 3,5 m³/h 130 m 3317 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 12,9 m³/h 101 m 153 com teste
Grupo São Roque 7,8 m³/h 177 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m40 poços Terciário-Quaternário 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 8 · Corpo Cristalino 7
  • 100 a 150 m98 poços Complexo Varginha-Guaxupe 24 · Corpo Cristalino 19 · Grupo Taubaté 15
  • acima de 150 m189 poços Grupo Taubaté 42 · Complexo Embú 36 · Complexo Varginha-Guaxupe 33

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nazaré Paulista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nazaré Paulista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.