São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Redenção da Serra - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Redenção da Serra, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • grupo acungui
  • 5poços cadastrados
  • 152,2 mprofundidade média
  • 152 mprofundidade mediana
  • 11,1 mnível estático médio

Como são os poços em Redenção da Serra - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Redenção da Serra - SP. A profundidade média é de 152,2 m e a mediana, 152 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Acungui. No Censo 2022, 403 dos 1.680 domicílios do município — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
152,2 m
Profundidade mediana
152 m
Nível estático médio
11,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Acungui
Ante a média do estado
3,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.494 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
403 (24%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Redenção da Serra, com profundidade média de 152,2 m (mediana de 152 m, variando de 49 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Acungui, presente em 40% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Redenção da Serra é 3,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Redenção da Serra

Poços cadastrados em Redenção da Serra - SP
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média152,2 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana152 m
Faixa de profundidade49 m a 250 m
Nível estático médio11,1 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio75,7 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Acungui 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 2 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Redenção da Serra 49 m mínimo 152 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 160 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Redenção da Serra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 20% 100-150 m 1 · 20% 150-200 m 2 · 40% acima de 200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Redenção da Serra 1 1980 1 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Redenção da Serra. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 50% Abastecimento industrial 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Acungui — 2 poços
  • Complexo Embú — 2 poços
  • Grupo Taubaté — 1 poço

O território e o subsolo de Redenção da Serra

Redenção da Serra tem 4.494 habitantes distribuídos em 309,4 km², o que dá 14,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Taubaté - Pindamonhangaba, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 403 dos 1.680 domicílios de Redenção da Serra — 24% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 249 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 891 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Redenção da Serra

Com base em 210 poços cadastrados num raio de 30 km de Redenção da Serra - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 243 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 32,4 m³/h (metade dos poços entre 7,9 m³/h e 79,3 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Redenção da Serra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 210 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
32,4 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
7,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Redenção da Serra: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta210 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 80peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 9peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Redenção da Serra costumam descer

  • até 50 m 8%17
  • 50 a 100 m 20%41
  • 100 a 150 m 24%50
  • acima de 150 m 48%101

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 21,9 m³/h 158 m 3230 com teste
Formação Caçapava 88,5 m³/h 164 m 1714 com teste
Complexo Embú 8,0 m³/h 150 m 117 com teste
Formação Pindamonhangaba 49,3 m³/h 164 m 55 com teste
Grupo Acungui 22,2 m³/h 155 m 44 com teste
Complexo Rio Capivari 7,2 m³/h 204 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m16 poços Grupo Taubaté 6 · Formação Caçapava 5 · Complexo Embú 4
  • 100 a 150 m18 poços Grupo Taubaté 8 · Formação Caçapava 3 · Complexo Embú 2
  • acima de 150 m41 poços Grupo Taubaté 17 · Formação Caçapava 9 · Complexo Embú 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Redenção da Serra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Redenção da Serra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.