São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Branca - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Branca, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 8poços cadastrados
  • 152,6 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 12,3 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Branca - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Santa Branca - SP. A profundidade média é de 152,6 m e a mediana, 180 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.041 dos 5.161 domicílios do município — 20,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
152,6 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
12,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
3,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
13.975 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.041 (20,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Santa Branca, com profundidade média de 152,6 m (mediana de 180 m, variando de 84 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Branca é 3,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Santa Branca

Poços cadastrados em Santa Branca - SP
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média152,6 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade84 m a 204 m
Nível estático médio12,3 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio27,2 m 1 poço com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Santa Branca 84 m mínimo 180 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 112 m e 188 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Branca por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 14% 100-150 m 2 · 29% 150-200 m 3 · 43% acima de 200 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Branca 2 1990 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Branca. Valores em poços. Abastecimento industrial 3 · 38% Outros (lazer,etc.) 2 · 25% Abastecimento doméstico 2 · 25% Abastecimento urbano 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Branca

Santa Branca tem 13.975 habitantes distribuídos em 272,2 km², o que dá 51,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José dos Campos.

No Censo 2022, 1.041 dos 5.161 domicílios de Santa Branca — 20,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 430 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.430 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Branca

Com base em 688 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Branca - SP, 80% deles foram concluídos entre 76 m e 204 m, com profundidade mediana de 148 m. A vazão mediana calculada é de 29,5 m³/h (metade dos poços entre 12,0 m³/h e 55,3 m³/h), sobre 253 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 35 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Branca se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 688 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

148 mprofundidade mediana
29,5 m³/hvazão mediana calculada
35 mnível estático mediano
24,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 253 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Branca: 78/100

78 de 100

Confiança: amostra alta688 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 80peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 88peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Branca costumam descer

  • até 50 m 5%30
  • 50 a 100 m 20%132
  • 100 a 150 m 33%216
  • acima de 150 m 43%285

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 31,7 m³/h 156 m 229189 com teste
Formação Pindamonhangaba 72,3 m³/h 155 m 2020 com teste
Formação Caçapava 9,1 m³/h 90 m 1310 com teste
Complexo Embú 12,7 m³/h 180 m 118 com teste
Corpo Cristalino 4,0 m³/h 106 m 83 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 30,1 m³/h 120 m 54 com teste
Formação São Paulo 10,5 m³/h 198 m 44 com teste
Complexo Rio Capivari 7,2 m³/h 204 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Taubaté 2 · Terciário-Quaternário 1 · Formação Caçapava 1
  • 50 a 100 m40 poços Grupo Taubaté 26 · Formação Caçapava 8 · Corpo Cristalino 4
  • 100 a 150 m94 poços Grupo Taubaté 75 · Formação Pindamonhangaba 6 · Corpo Cristalino 3
  • acima de 150 m159 poços Grupo Taubaté 126 · Formação Pindamonhangaba 14 · Complexo Embú 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Branca?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Branca.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.