São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Monte Alegre do Sul - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Monte Alegre do Sul, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 33poços cadastrados
  • 125 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 9,3 mnível estático médio

Como são os poços em Monte Alegre do Sul - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Monte Alegre do Sul - SP. A profundidade média é de 125 m e a mediana, 100 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 427 dos 3.244 domicílios do município — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
125 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
9,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
31 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.627 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
427 (13,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Monte Alegre do Sul, com profundidade média de 125 m (mediana de 100 m, variando de 41 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Monte Alegre do Sul é 31 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Monte Alegre do Sul

Poços cadastrados em Monte Alegre do Sul - SP
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média125 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade41 m a 360 m
Nível estático médio9,3 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio77 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Monte Alegre do Sul 41 m mínimo 100 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 160 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Monte Alegre do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 17% 50-100 m 11 · 38% 100-150 m 5 · 17% 150-200 m 3 · 10% acima de 200 m 5 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Monte Alegre do Sul 9 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Monte Alegre do Sul. Valores em poços. Abastecimento doméstico 10 · 37% Abastecimento industrial 8 · 30% Abastecimento urbano 5 · 19% Outros (lazer,etc.) 3 · 11% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 22 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 9 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 7 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 2 poços
  • Complexo Amparo — 2 poços
  • Grupo Andrelândia — 1 poço
  • Complexo Andrelândia — 1 poço

O território e o subsolo de Monte Alegre do Sul

Monte Alegre do Sul tem 8.627 habitantes distribuídos em 110,3 km², o que dá 78,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Amparo, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 427 dos 3.244 domicílios de Monte Alegre do Sul — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 293 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 894 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Monte Alegre do Sul

Com base em 923 poços cadastrados num raio de 30 km de Monte Alegre do Sul - SP, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 220 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 10,1 m³/h), sobre 285 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Monte Alegre do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 923 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
32,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 285 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Monte Alegre do Sul: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta923 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 88peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 66peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Monte Alegre do Sul costumam descer

  • até 50 m 22%176
  • 50 a 100 m 29%236
  • 100 a 150 m 24%190
  • acima de 150 m 25%206

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 4,8 m³/h 92 m 12567 com teste
Complexo Amparo 7,5 m³/h 108 m 7159 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,2 m³/h 100 m 5231 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,8 m³/h 80 m 5031 com teste
Grupo Tubarão 7,3 m³/h 115 m 3314 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,5 m³/h 137 m 2613 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 8,4 m³/h 95 m 105 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,0 m³/h 150 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m62 poços Corpo Cristalino 27 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 12 · Complexo Granito-Gnáissico 8
  • 50 a 100 m146 poços Corpo Cristalino 49 · Complexo Amparo 24 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 22
  • 100 a 150 m93 poços Corpo Cristalino 18 · Complexo Granito-Gnáissico 16 · Complexo Amparo 16
  • acima de 150 m104 poços Corpo Cristalino 31 · Complexo Amparo 23 · Complexo Varginha-Guaxupe 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Monte Alegre do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Monte Alegre do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.