São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mira Estrela - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mira Estrela, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 27poços cadastrados
  • 163,3 mprofundidade média
  • 168 mprofundidade mediana
  • 29,4 mnível estático médio

Como são os poços em Mira Estrela - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 27 poços em Mira Estrela - SP. A profundidade média é de 163,3 m e a mediana, 168 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 312 dos 1.243 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
27
Profundidade média
163,3 m
Profundidade mediana
168 m
Nível estático médio
29,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
7,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
3.126 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
312 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 27 poços em Mira Estrela, com profundidade média de 163,3 m (mediana de 168 m, variando de 30 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 49% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mira Estrela é 7,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Mira Estrela

Poços cadastrados em Mira Estrela - SP
Poços no cadastro nacional27 poços
Profundidade média163,3 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana168 m
Faixa de profundidade30 m a 300 m
Nível estático médio29,4 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio92,3 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 65% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 49% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 5 poços
Poços com teste de vazão27 de 27
Distribuição das profundidades em Mira Estrela 30 m mínimo 168 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 143 m e 212 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mira Estrela por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 8% 50-100 m 3 · 12% 100-150 m 7 · 28% 150-200 m 5 · 20% acima de 200 m 8 · 32%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mira Estrela 5 1970 5 1980 4 1990 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mira Estrela. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 47% Outros (lazer,etc.) 5 · 29% Abastecimento urbano 3 · 18% Abastecimento múltiplo 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 13 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 17 poços
  • Formação Serra Geral — 17 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Mira Estrela

Mira Estrela tem 3.126 habitantes distribuídos em 216,8 km², o que dá 14,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Fernandópolis, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 312 dos 1.243 domicílios de Mira Estrela — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 303 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 194 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mira Estrela

Com base em 139 poços cadastrados num raio de 30 km de Mira Estrela - SP, 80% deles foram concluídos entre 43 m e 212 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 11,6 m³/h), sobre 67 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mira Estrela se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 139 poços no raio, contra 27 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
4,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 67 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mira Estrela: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta139 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mira Estrela costumam descer

  • até 50 m 14%17
  • 50 a 100 m 30%36
  • 100 a 150 m 30%36
  • acima de 150 m 26%32

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 5,7 m³/h 139 m 6438 com teste
Formação Serra Geral 18,1 m³/h 122 m 2613 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Grupo Bauru 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m27 poços Grupo Bauru 18 · Formação Serra Geral 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m30 poços Grupo Bauru 17 · Formação Serra Geral 12 · Quaternário 1
  • acima de 150 m31 poços Grupo Bauru 25 · Formação Serra Geral 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mira Estrela?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mira Estrela.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.