São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Manduri - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Manduri, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 6poços cadastrados
  • 118,2 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 17 mnível estático médio

Como são os poços em Manduri - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Manduri - SP. A profundidade média é de 118,2 m e a mediana, 95 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 346 dos 3.689 domicílios do município — 9,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
118,2 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
17 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
37,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
9.871 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
346 (9,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Manduri, com profundidade média de 118,2 m (mediana de 95 m, variando de 58 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Manduri é 37,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Manduri

Poços cadastrados em Manduri - SP
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média118,2 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade58 m a 240 m
Nível estático médio17 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio43,2 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Manduri 58 m mínimo 95 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 58 m e 188,4 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Manduri por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 67% 150-200 m 1 · 17% acima de 200 m 1 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Manduri 1 1970 5 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Manduri. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 33% Outros (lazer,etc.) 2 · 33% Abastecimento industrial 1 · 17% Abastecimento urbano 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Manduri

Manduri tem 9.871 habitantes distribuídos em 229,0 km², o que dá 43,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Avaré, na região intermediária de Sorocaba.

No Censo 2022, 346 dos 3.689 domicílios de Manduri — 9,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 327 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 422 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Manduri

Com base em 161 poços cadastrados num raio de 30 km de Manduri - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 323 m, com profundidade mediana de 133 m. A vazão mediana calculada é de 13,8 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 22,7 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (58% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Manduri se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 161 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

133 mprofundidade mediana
13,8 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
5,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Manduri: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta161 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 66peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Manduri costumam descer

  • até 50 m 3%4
  • 50 a 100 m 27%41
  • 100 a 150 m 29%44
  • acima de 150 m 41%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 16,0 m³/h 135 m 5533 com teste
Grupo Bauru 11,0 m³/h 135 m 1813 com teste
Terciário-Quaternário 3,2 m³/h 110 m 105 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas sem teste 85 m 5
Formação Botucatu sem teste 153 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Bauru 2 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m29 poços Formação Serra Geral 13 · Terciário-Quaternário 5 · Grupo Bauru 5
  • 100 a 150 m27 poços Formação Serra Geral 20 · Grupo Bauru 3 · Terciário-Quaternário 2
  • acima de 150 m38 poços Formação Serra Geral 21 · Grupo Bauru 8 · Terciário-Quaternário 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Manduri?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Manduri.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.