São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Leme - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Leme, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo passa dois
  • 43poços cadastrados
  • 221 mprofundidade média
  • 223 mprofundidade mediana
  • 44,4 mnível estático médio

Como são os poços em Leme - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 43 poços em Leme - SP. A profundidade média é de 221 m e a mediana, 223 m, medida em 42 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 44,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Passa Dois. No Censo 2022, 640 dos 35.758 domicílios do município — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
43
Profundidade média
221 m
Profundidade mediana
223 m
Nível estático médio
44,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Passa Dois
Ante a média do estado
65 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
98.161 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
640 (1,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 43 poços em Leme, com profundidade média de 221 m (mediana de 223 m, variando de 6 m a 630 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Passa Dois, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Leme é 65 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Leme

Poços cadastrados em Leme - SP
Poços no cadastro nacional43 poços
Profundidade média221 m 42 poços com o dado
Profundidade mediana223 m
Faixa de profundidade6 m a 630 m
Nível estático médio44,4 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio103,7 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Passa Dois 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão43 de 43
Distribuição das profundidades em Leme 6 m mínimo 223 m mediana 630 m máximo
Metade dos poços fica entre 107 m e 306 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Leme por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 12% 50-100 m 5 · 12% 100-150 m 4 · 10% 150-200 m 6 · 14% acima de 200 m 22 · 52%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Leme 2 1960 2 1970 1 1980 2 1990 14 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Leme. Valores em poços. Abastecimento industrial 19 · 53% Abastecimento urbano 8 · 22% Abastecimento doméstico 4 · 11% Abastecimento múltiplo 2 · 6% Outros (lazer,etc.) 2 · 6% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 27 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Passa Dois — 21 poços
  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Grupo Tubarão — 7 poços
  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Formação Aquidauana — 3 poços
  • Formação Corumbataí — 3 poços

O território e o subsolo de Leme

Leme tem 98.161 habitantes distribuídos em 402,9 km², o que dá 243,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araras, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 640 dos 35.758 domicílios de Leme — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 420 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 422 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Leme, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Leme

Com base em 294 poços cadastrados num raio de 30 km de Leme - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 340 m, com profundidade mediana de 178 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 179 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Leme se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 294 poços no raio, contra 43 poços dentro do município.

178 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
10,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 179 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Leme: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta294 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Leme costumam descer

  • até 50 m 5%15
  • 50 a 100 m 20%58
  • 100 a 150 m 19%53
  • acima de 150 m 56%158

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,7 m³/h 162 m 5940 com teste
Grupo Itararé 10,0 m³/h 192 m 2725 com teste
Formação Corumbataí 5,8 m³/h 219 m 2625 com teste
Grupo Passa Dois 9,1 m³/h 296 m 2618 com teste
Formação Serra Geral 10,8 m³/h 195 m 2213 com teste
Terciário-Quaternário 14,0 m³/h 73 m 1515 com teste
Formação Tatuí 6,4 m³/h 152 m 88 com teste
Formação Aquidauana 9,7 m³/h 122 m 88 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Terciário-Quaternário 4 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m42 poços Grupo Tubarão 15 · Terciário-Quaternário 5 · Formação Corumbataí 5
  • 100 a 150 m40 poços Grupo Tubarão 13 · Grupo Itararé 5 · Grupo Passa Dois 4
  • acima de 150 m121 poços Grupo Tubarão 31 · Grupo Passa Dois 20 · Grupo Itararé 20

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Leme?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Leme.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.