São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pereiras - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pereiras, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 6poços cadastrados
  • 220,2 mprofundidade média
  • 225 mprofundidade mediana

Como são os poços em Pereiras - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Pereiras - SP. A profundidade média é de 220,2 m e a mediana, 225 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 618 dos 3.111 domicílios do município — 19,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
220,2 m
Profundidade mediana
225 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
64,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.737 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
618 (19,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Pereiras, com profundidade média de 220,2 m (mediana de 225 m, variando de 150 m a 285 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pereiras é 64,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Pereiras

Poços cadastrados em Pereiras - SP
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média220,2 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana225 m
Faixa de profundidade150 m a 285 m
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 2 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Pereiras 150 m mínimo 225 m mediana 285 m máximo
Metade dos poços fica entre 206 m e 230 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pereiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 1 · 17% acima de 200 m 5 · 83%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pereiras 2 1970 2 1980 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pereiras. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 67% Sem uso 1 · 17% Abastecimento doméstico 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 2 poços
  • Grupo Passa Dois — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Pereiras

Pereiras tem 8.737 habitantes distribuídos em 223,1 km², o que dá 39,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tatuí, na região intermediária de Sorocaba.

No Censo 2022, 618 dos 3.111 domicílios de Pereiras — 19,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 373 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 531 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pereiras

Com base em 274 poços cadastrados num raio de 30 km de Pereiras - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,1 m³/h e 25,8 m³/h), sobre 87 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pereiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 274 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
9,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 87 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pereiras: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta274 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 53peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 30peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pereiras costumam descer

  • até 50 m 2%6
  • 50 a 100 m 12%33
  • 100 a 150 m 19%51
  • acima de 150 m 66%178

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 13,4 m³/h 185 m 8243 com teste
Grupo Itararé 13,9 m³/h 165 m 3621 com teste
Grupo Passa Dois 1,6 m³/h 172 m 196 com teste
Formação Irati 8,8 m³/h 206 m 76 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 30,5 m³/h 300 m 52 com teste
Formação Serra Geral 11,1 m³/h 230 m 33 com teste
Formação Botucatu 9,3 m³/h 106 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m25 poços Grupo Tubarão 12 · Grupo Itararé 6 · Grupo Passa Dois 3
  • 100 a 150 m33 poços Grupo Tubarão 19 · Grupo Itararé 10 · Grupo Passa Dois 3
  • acima de 150 m100 poços Grupo Tubarão 51 · Grupo Itararé 20 · Grupo Passa Dois 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pereiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pereiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.