São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Embu-Guaçu - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Embu-Guaçu, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 19poços cadastrados
  • 212,1 mprofundidade média
  • 200 mprofundidade mediana
  • 18,2 mnível estático médio

Como são os poços em Embu-Guaçu - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Embu-Guaçu - SP. A profundidade média é de 212,1 m e a mediana, 200 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 4.622 dos 23.396 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
212,1 m
Profundidade mediana
200 m
Nível estático médio
18,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
56,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
66.970 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.622 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Embu-Guaçu, com profundidade média de 212,1 m (mediana de 200 m, variando de 120 m a 340 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Embu-Guaçu é 56,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Embu-Guaçu

Poços cadastrados em Embu-Guaçu - SP
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média212,1 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana200 m
Faixa de profundidade120 m a 340 m
Nível estático médio18,2 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio57,8 m 1 poço com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Embu-Guaçu 120 m mínimo 200 m mediana 340 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 261 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Embu-Guaçu por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 6 · 32% 150-200 m 4 · 21% acima de 200 m 9 · 47%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Embu-Guaçu 1 1970 1 1980 12 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Embu-Guaçu. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 40% Abastecimento urbano 3 · 30% Abastecimento industrial 3 · 30%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Formação Pindamonhangaba — 1 poço
  • Complexo Embú — 1 poço

O território e o subsolo de Embu-Guaçu

Embu-Guaçu tem 66.970 habitantes distribuídos em 155,6 km², o que dá 430,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 4.622 dos 23.396 domicílios de Embu-Guaçu — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.764 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.940 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Embu-Guaçu

Com base em 701 poços cadastrados num raio de 30 km de Embu-Guaçu - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 16,4 m³/h), sobre 147 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Embu-Guaçu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 701 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
24,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 147 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Embu-Guaçu: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta701 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 81peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 32peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Embu-Guaçu costumam descer

  • até 50 m 2%15
  • 50 a 100 m 8%54
  • 100 a 150 m 20%137
  • acima de 150 m 70%478

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação São Paulo 6,9 m³/h 187 m 7922 com teste
Complexo Embú 9,4 m³/h 210 m 6864 com teste
Corpo Cristalino 8,0 m³/h 176 m 4819 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 2,3 m³/h 294 m 99 com teste
Grupo Acungui 9,8 m³/h 149 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Corpo Cristalino 2 · Complexo Embú 1
  • 50 a 100 m12 poços Corpo Cristalino 4 · Formação São Paulo 4 · Complexo Embú 3
  • 100 a 150 m49 poços Formação São Paulo 22 · Corpo Cristalino 15 · Complexo Embú 7
  • acima de 150 m150 poços Complexo Embú 57 · Formação São Paulo 53 · Corpo Cristalino 27

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Embu-Guaçu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Embu-Guaçu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.