São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Clementina - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Clementina, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 22poços cadastrados
  • 150,3 mprofundidade média
  • 147 mprofundidade mediana
  • 34 mnível estático médio

Como são os poços em Clementina - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Clementina - SP. A profundidade média é de 150,3 m e a mediana, 147 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 95 dos 2.566 domicílios do município — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
150,3 m
Profundidade mediana
147 m
Nível estático médio
34 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
5,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.982 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
95 (3,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Clementina, com profundidade média de 150,3 m (mediana de 147 m, variando de 80 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Clementina é 5,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Clementina

Poços cadastrados em Clementina - SP
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média150,3 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana147 m
Faixa de profundidade80 m a 300 m
Nível estático médio34 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio90,4 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 16 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Clementina 80 m mínimo 147 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 153 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Clementina por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 18% 100-150 m 11 · 50% 150-200 m 5 · 23% acima de 200 m 2 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Clementina 3 2000 16 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Clementina. Valores em poços. Abastecimento urbano 17 · 85% Abastecimento industrial 2 · 10% Abastecimento doméstico 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 3 poços

O território e o subsolo de Clementina

Clementina tem 6.982 habitantes distribuídos em 168,6 km², o que dá 41,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Birigui - Penápolis, na região intermediária de Araçatuba.

No Censo 2022, 95 dos 2.566 domicílios de Clementina — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 88 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 92 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Clementina, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Clementina

Com base em 158 poços cadastrados num raio de 30 km de Clementina - SP, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 252 m, com profundidade mediana de 136 m. A vazão mediana calculada é de 10,4 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 16,4 m³/h), sobre 65 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Clementina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 158 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

136 mprofundidade mediana
10,4 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
5,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 65 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Clementina: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta158 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 78peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Clementina costumam descer

  • até 50 m 3%5
  • 50 a 100 m 23%35
  • 100 a 150 m 39%59
  • acima de 150 m 35%54

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,4 m³/h 145 m 8161 com teste
Formação Serra Geral 26,8 m³/h 180 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m13 poços Grupo Bauru 13
  • 100 a 150 m38 poços Grupo Bauru 37 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m32 poços Grupo Bauru 30 · Formação Serra Geral 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Clementina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Clementina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.