São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guaratinguetá - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guaratinguetá, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 58poços cadastrados
  • 120,9 mprofundidade média
  • 132,5 mprofundidade mediana
  • 20,5 mnível estático médio

Como são os poços em Guaratinguetá - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 58 poços em Guaratinguetá - SP. A profundidade média é de 120,9 m e a mediana, 132,5 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 1.026 dos 41.905 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
58
Profundidade média
120,9 m
Profundidade mediana
132,5 m
Nível estático médio
20,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
35,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
118.044 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.026 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 58 poços em Guaratinguetá, com profundidade média de 120,9 m (mediana de 132,5 m, variando de 28 m a 235 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guaratinguetá é 35,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Guaratinguetá

Poços cadastrados em Guaratinguetá - SP
Poços no cadastro nacional58 poços
Profundidade média120,9 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana132,5 m
Faixa de profundidade28 m a 235 m
Nível estático médio20,5 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,6 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 16 poços
Poços com teste de vazão58 de 58
Distribuição das profundidades em Guaratinguetá 28 m mínimo 132,5 m mediana 235 m máximo
Metade dos poços fica entre 94 m e 151,7 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guaratinguetá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 12% 50-100 m 10 · 20% 100-150 m 22 · 43% 150-200 m 11 · 22% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guaratinguetá 2 1960 16 1970 2 1980 6 1990 6 2000 15 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guaratinguetá. Valores em poços. Abastecimento industrial 21 · 38% Abastecimento urbano 14 · 25% Outros (lazer,etc.) 9 · 16% Sem uso 6 · 11% Abastecimento doméstico 3 · 5% Abastecimento múltiplo 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 23 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 20 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 5 poços
  • Formação Caçapava — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Guaratinguetá

Guaratinguetá tem 118.044 habitantes distribuídos em 752,6 km², o que dá 156,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guaratinguetá, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 1.026 dos 41.905 domicílios de Guaratinguetá — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 537 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.546 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Guaratinguetá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guaratinguetá

Com base em 270 poços cadastrados num raio de 30 km de Guaratinguetá - SP, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 232 m, com profundidade mediana de 137 m. A vazão mediana calculada é de 14,9 m³/h (metade dos poços entre 5,9 m³/h e 39,9 m³/h), sobre 91 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guaratinguetá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 270 poços no raio, contra 58 poços dentro do município.

137 mprofundidade mediana
14,9 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
9,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 91 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guaratinguetá: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta270 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 53peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guaratinguetá costumam descer

  • até 50 m 8%19
  • 50 a 100 m 24%57
  • 100 a 150 m 30%72
  • acima de 150 m 38%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 22,0 m³/h 150 m 7851 com teste
Corpo Cristalino 5,8 m³/h 108 m 1714 com teste
Formação Caçapava 8,2 m³/h 134 m 1412 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 45,9 m³/h 105 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Taubaté 5
  • 50 a 100 m27 poços Grupo Taubaté 13 · Corpo Cristalino 8 · Formação Caçapava 5
  • 100 a 150 m35 poços Grupo Taubaté 22 · Corpo Cristalino 6 · Formação Caçapava 3
  • acima de 150 m50 poços Grupo Taubaté 38 · Formação Caçapava 6 · Corpo Cristalino 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guaratinguetá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guaratinguetá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.