São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Getulina - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Getulina, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 6poços cadastrados
  • 111,4 mprofundidade média
  • 146 mprofundidade mediana
  • 28 mnível estático médio

Como são os poços em Getulina - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Getulina - SP. A profundidade média é de 111,4 m e a mediana, 146 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 390 dos 3.408 domicílios do município — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
111,4 m
Profundidade mediana
146 m
Nível estático médio
28 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
44,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.232 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
390 (11,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Getulina, com profundidade média de 111,4 m (mediana de 146 m, variando de 43 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Getulina é 44,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Getulina

Poços cadastrados em Getulina - SP
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média111,4 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana146 m
Faixa de profundidade43 m a 150 m
Nível estático médio28 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,2 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1950 2 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Getulina 43 m mínimo 146 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 85 m e 149,5 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Getulina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 17% 50-100 m 2 · 33% 100-150 m 3 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Getulina 2 1950 1 1960 1 1980 1 1990 1 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Getulina. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 75% Sem uso 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 4 poços

O território e o subsolo de Getulina

Getulina tem 10.232 habitantes distribuídos em 676,8 km², o que dá 15,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marília.

No Censo 2022, 390 dos 3.408 domicílios de Getulina — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 356 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 141 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Getulina

Com base em 219 poços cadastrados num raio de 30 km de Getulina - SP, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 221 m, com profundidade mediana de 145 m. A vazão mediana calculada é de 14,0 m³/h (metade dos poços entre 8,2 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 109 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 27 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (79% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Getulina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 219 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

145 mprofundidade mediana
14,0 m³/hvazão mediana calculada
27 mnível estático mediano
7,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 109 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Getulina: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta219 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Getulina costumam descer

  • até 50 m 4%9
  • 50 a 100 m 19%39
  • 100 a 150 m 36%75
  • acima de 150 m 40%83

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 14,5 m³/h 147 m 11276 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 11,6 m³/h 120 m 2121 com teste
Formação Serra Geral 19,7 m³/h 150 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Bauru 5
  • 50 a 100 m25 poços Grupo Bauru 18 · Formação Vale do Rio do Peixe 7
  • 100 a 150 m58 poços Grupo Bauru 42 · Formação Vale do Rio do Peixe 9 · Formação Serra Geral 4
  • acima de 150 m57 poços Grupo Bauru 47 · Formação Vale do Rio do Peixe 5 · Formação Serra Geral 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Getulina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Getulina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.