São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Iperó - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Iperó, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 30poços cadastrados
  • 230,1 mprofundidade média
  • 238 mprofundidade mediana
  • 33,7 mnível estático médio

Como são os poços em Iperó - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Iperó - SP. A profundidade média é de 230,1 m e a mediana, 238 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 1.408 dos 11.765 domicílios do município — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
230,1 m
Profundidade mediana
238 m
Nível estático médio
33,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
74,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
36.459 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.408 (12%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Iperó, com profundidade média de 230,1 m (mediana de 238 m, variando de 96 m a 358 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 76% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Iperó é 74,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Iperó

Poços cadastrados em Iperó - SP
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média230,1 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana238 m
Faixa de profundidade96 m a 358 m
Nível estático médio33,7 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio103,3 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 76% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 10 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Iperó 96 m mínimo 238 m mediana 358 m máximo
Metade dos poços fica entre 152 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Iperó por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 14% 100-150 m 3 · 10% 150-200 m 6 · 21% acima de 200 m 16 · 55%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Iperó 2 1970 10 1980 8 1990 7 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Iperó. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 45% Abastecimento industrial 6 · 30% Outros (lazer,etc.) 4 · 20% Irrigação 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 13 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Grupo São Roque — 1 poço

O território e o subsolo de Iperó

Iperó tem 36.459 habitantes distribuídos em 170,3 km², o que dá 214,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 1.408 dos 11.765 domicílios de Iperó — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 894 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.443 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Iperó

Com base em 1.075 poços cadastrados num raio de 30 km de Iperó - SP, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 282 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 16,9 m³/h), sobre 354 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Iperó se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.075 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
38,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 354 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Iperó: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta1.075 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Iperó costumam descer

  • até 50 m 4%39
  • 50 a 100 m 18%187
  • 100 a 150 m 27%280
  • acima de 150 m 51%527

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 7,8 m³/h 150 m 281151 com teste
Grupo Itararé 7,6 m³/h 174 m 10886 com teste
Corpo Cristalino 10,8 m³/h 130 m 1914 com teste
Quaternário 7,7 m³/h 114 m 1515 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,5 m³/h 141 m 1310 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,6 m³/h 144 m 1313 com teste
Grupo São Roque 19,0 m³/h 105 m 108 com teste
Formação Serra Geral 14,1 m³/h 230 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Grupo Tubarão 8 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Formação Teresina 1
  • 50 a 100 m87 poços Grupo Tubarão 52 · Grupo Itararé 13 · Quaternário 5
  • 100 a 150 m154 poços Grupo Tubarão 91 · Grupo Itararé 30 · Quaternário 9
  • acima de 150 m222 poços Grupo Tubarão 130 · Grupo Itararé 64 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Iperó?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Iperó.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.