São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arco-Íris - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arco-Íris, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 13poços cadastrados
  • 131,1 mprofundidade média
  • 117 mprofundidade mediana
  • 30,5 mnível estático médio

Como são os poços em Arco-Íris - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Arco-Íris - SP. A profundidade média é de 131,1 m e a mediana, 117 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 175 dos 733 domicílios do município — 23,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
131,1 m
Profundidade mediana
117 m
Nível estático médio
30,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
24,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
2.044 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
175 (23,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Arco-Íris, com profundidade média de 131,1 m (mediana de 117 m, variando de 58 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arco-Íris é 24,9 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Arco-Íris

Poços cadastrados em Arco-Íris - SP
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média131,1 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana117 m
Faixa de profundidade58 m a 200 m
Nível estático médio30,5 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,4 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 88% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Arco-Íris 58 m mínimo 117 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 117 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arco-Íris por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 8% 100-150 m 9 · 75% 150-200 m 2 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arco-Íris 1 1970 2 1980 5 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arco-Íris. Valores em poços. Abastecimento industrial 7 · 54% Abastecimento doméstico 2 · 15% Abastecimento urbano 2 · 15% Sem uso 2 · 15%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 7 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Arco-Íris

Arco-Íris tem 2.044 habitantes distribuídos em 264,9 km², o que dá 7,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tupã, na região intermediária de Marília.

No Censo 2022, 175 dos 733 domicílios de Arco-Íris — 23,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 166 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arco-Íris

Com base em 334 poços cadastrados num raio de 30 km de Arco-Íris - SP, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 202 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 11,9 m³/h (metade dos poços entre 7,2 m³/h e 20,1 m³/h), sobre 109 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arco-Íris se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 334 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
11,9 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
11,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 109 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arco-Íris: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta334 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arco-Íris costumam descer

  • até 50 m 1%3
  • 50 a 100 m 39%112
  • 100 a 150 m 33%95
  • acima de 150 m 28%80

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,1 m³/h 130 m 16988 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 9,2 m³/h 91 m 1616 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m58 poços Grupo Bauru 46 · Formação Vale do Rio do Peixe 11 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m70 poços Grupo Bauru 69 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • acima de 150 m55 poços Grupo Bauru 52 · Formação Vale do Rio do Peixe 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arco-Íris?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arco-Íris.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.