São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Álvares Florence - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Álvares Florence, São Paulo.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 18poços cadastrados
- 131,2 mprofundidade média
- 154 mprofundidade mediana
- 35,2 mnível estático médio
Como são os poços em Álvares Florence - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Álvares Florence - SP. A profundidade média é de 131,2 m e a mediana, 154 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 469 dos 1.533 domicílios do município — 30,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 18
- Profundidade média
- 131,2 m
- Profundidade mediana
- 154 m
- Nível estático médio
- 35,2 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 24,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 3.915 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 469 (30,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Álvares Florence, com profundidade média de 131,2 m (mediana de 154 m, variando de 24 m a 220 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 50% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Álvares Florence é 24,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Álvares Florence
| Poços no cadastro nacional | 18 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 131,2 m 16 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 154 m |
| Faixa de profundidade | 24 m a 220 m |
| Nível estático médio | 35,2 m 10 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 70,7 m 10 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,5 m³/h por metro 9 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 54% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 50% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 4 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 4 poços |
| Poços com teste de vazão | 18 de 18 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 7 poços
- Poroso — 6 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 8 poços
- Grupo Bauru — 7 poços
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
O território e o subsolo de Álvares Florence
Álvares Florence tem 3.915 habitantes distribuídos em 362,4 km², o que dá 10,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Votuporanga, na região intermediária de São José do Rio Preto.
No Censo 2022, 469 dos 1.533 domicílios de Álvares Florence — 30,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 441 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 452 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Álvares Florence
Com base em 447 poços cadastrados num raio de 30 km de Álvares Florence - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 230 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 11,6 m³/h), sobre 217 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Álvares Florence se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 447 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 217 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Álvares Florence: 64/100
Confiança: amostra alta447 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 68peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 93peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Álvares Florence costumam descer
- até 50 m 8%32
- 50 a 100 m 50%206
- 100 a 150 m 22%91
- acima de 150 m 19%79
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Bauru | 7,9 m³/h | 100 m | 265186 com teste |
| Formação Serra Geral | 25,0 m³/h | 154 m | 156 com teste |
| Quaternário | 8,6 m³/h | 291 m | 44 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m21 poços Grupo Bauru 17 · Formação Serra Geral 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
- 50 a 100 m129 poços Grupo Bauru 126 · Grupo Tubarão 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
- 100 a 150 m78 poços Grupo Bauru 72 · Formação Serra Geral 5 · Quaternário 1
- acima de 150 m62 poços Grupo Bauru 50 · Formação Serra Geral 8 · Quaternário 3
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Álvares Florence?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Álvares Florence.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.