São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Araraquara - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Araraquara, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 471poços cadastrados
  • 128,8 mprofundidade média
  • 98,5 mprofundidade mediana
  • 42,4 mnível estático médio

Como são os poços em Araraquara - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 471 poços em Araraquara - SP. A profundidade média é de 128,8 m e a mediana, 98,5 m, medida em 458 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.213 dos 92.512 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
471
Profundidade média
128,8 m
Profundidade mediana
98,5 m
Nível estático médio
42,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
27,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
242.228 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.213 (1,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 471 poços em Araraquara, com profundidade média de 128,8 m (mediana de 98,5 m, variando de 5 m a 500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 37% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Araraquara é 27,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Araraquara

Poços cadastrados em Araraquara - SP
Poços no cadastro nacional471 poços
Profundidade média128,8 m 458 poços com o dado
Profundidade mediana98,5 m
Faixa de profundidade5 m a 500 m
Nível estático médio42,4 m 308 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,7 m 309 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 307 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 65% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 37% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 174 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 189 poços
Poços com teste de vazão471 de 471
Distribuição das profundidades em Araraquara 5 m mínimo 98,5 m mediana 500 m máximo
Metade dos poços fica entre 47 m e 174 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Araraquara por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 131 · 29% 50-100 m 119 · 26% 100-150 m 67 · 15% 150-200 m 46 · 10% acima de 200 m 95 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Araraquara 3 1940 1 1960 20 1970 45 1980 98 1990 189 2000 42 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Araraquara. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 174 · 43% Abastecimento industrial 103 · 26% Abastecimento doméstico 81 · 20% Abastecimento urbano 29 · 7% Irrigação 14 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 2
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 216 poços
  • Fissural — 114 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 232 poços
  • Grupo Bauru — 186 poços
  • Formação Botucatu — 134 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 61 poços
  • Formação Piramboia — 19 poços
  • Grupo Passa Dois — 1 poço

O território e o subsolo de Araraquara

Araraquara tem 242.228 habitantes distribuídos em 1.003,6 km², o que dá 241,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.

No Censo 2022, 1.213 dos 92.512 domicílios de Araraquara — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 982 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 976 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Araraquara, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Araraquara

Com base em 745 poços cadastrados num raio de 30 km de Araraquara - SP, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 350 m, com profundidade mediana de 103 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 28,9 m³/h), sobre 426 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (67% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Araraquara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 745 poços no raio, contra 471 poços dentro do município.

103 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
26,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 426 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Araraquara: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta745 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 38peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Araraquara costumam descer

  • até 50 m 23%167
  • 50 a 100 m 25%180
  • 100 a 150 m 17%123
  • acima de 150 m 35%249

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 6,9 m³/h 105 m 255210 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 4,8 m³/h 80 m 8584 com teste
Formação Serra Geral 18,1 m³/h 150 m 8062 com teste
Formação Botucatu 29,1 m³/h 150 m 5339 com teste
Aluviões 80,0 m³/h 93 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m103 poços Grupo Bauru 62 · Formação Vale do Rio do Peixe 31 · Formação Serra Geral 7
  • 50 a 100 m117 poços Grupo Bauru 61 · Formação Vale do Rio do Peixe 25 · Formação Botucatu 14
  • 100 a 150 m80 poços Grupo Bauru 39 · Formação Serra Geral 20 · Formação Botucatu 11
  • acima de 150 m182 poços Grupo Bauru 93 · Formação Serra Geral 39 · Formação Botucatu 26

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Araraquara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Araraquara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.