São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arealva - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arealva, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 18poços cadastrados
  • 182,6 mprofundidade média
  • 174 mprofundidade mediana
  • 23,3 mnível estático médio

Como são os poços em Arealva - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Arealva - SP. A profundidade média é de 182,6 m e a mediana, 174 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 661 dos 3.079 domicílios do município — 21,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
182,6 m
Profundidade mediana
174 m
Nível estático médio
23,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
26,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.130 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
661 (21,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Arealva, com profundidade média de 182,6 m (mediana de 174 m, variando de 38 m a 492,4 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 42% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arealva é 26,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Arealva

Poços cadastrados em Arealva - SP
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média182,6 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana174 m
Faixa de profundidade38 m a 492,4 m
Nível estático médio23,3 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,4 m 6 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 55% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 42% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Arealva 38 m mínimo 174 m mediana 492,4 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 220 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arealva por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 11% 50-100 m 4 · 22% 100-150 m 3 · 17% 150-200 m 2 · 11% acima de 200 m 7 · 39%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arealva 1 1950 2 1960 1 1970 4 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arealva. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 67% Irrigação 2 · 17% Abastecimento urbano 1 · 8% Outros (lazer,etc.) 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Formação Botucatu — 5 poços
  • Grupo Bauru — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Arealva

Arealva tem 8.130 habitantes distribuídos em 506,2 km², o que dá 16,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bauru.

No Censo 2022, 661 dos 3.079 domicílios de Arealva — 21,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 593 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 578 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arealva

Com base em 134 poços cadastrados num raio de 30 km de Arealva - SP, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 343 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 15,6 m³/h (metade dos poços entre 5,3 m³/h e 31,9 m³/h), sobre 62 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arealva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 134 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
15,6 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
4,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 62 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arealva: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta134 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arealva costumam descer

  • até 50 m 9%12
  • 50 a 100 m 22%29
  • 100 a 150 m 25%33
  • acima de 150 m 44%58

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 13,2 m³/h 100 m 2925 com teste
Formação Serra Geral 22,6 m³/h 189 m 2422 com teste
Formação Botucatu 18,7 m³/h 160 m 84 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 20,1 m³/h 102 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Bauru 3 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m20 poços Grupo Bauru 12 · Formação Botucatu 3 · Formação Serra Geral 3
  • 100 a 150 m17 poços Grupo Bauru 7 · Formação Serra Geral 6 · Formação Vale do Rio do Peixe 2
  • acima de 150 m30 poços Formação Serra Geral 15 · Grupo Bauru 7 · Formação Botucatu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arealva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arealva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.