São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Catanduva - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Catanduva, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 399poços cadastrados
  • 109,3 mprofundidade média
  • 91 mprofundidade mediana
  • 35,5 mnível estático médio

Como são os poços em Catanduva - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 399 poços em Catanduva - SP. A profundidade média é de 109,3 m e a mediana, 91 m, medida em 391 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 867 dos 44.061 domicílios do município — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
399
Profundidade média
109,3 m
Profundidade mediana
91 m
Nível estático médio
35,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
46,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
115.791 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
867 (2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 399 poços em Catanduva, com profundidade média de 109,3 m (mediana de 91 m, variando de 15 m a 860 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 85% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Catanduva é 46,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Catanduva

Poços cadastrados em Catanduva - SP
Poços no cadastro nacional399 poços
Profundidade média109,3 m 391 poços com o dado
Profundidade mediana91 m
Faixa de profundidade15 m a 860 m
Nível estático médio35,5 m 284 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,3 m 284 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 282 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 85% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 134 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 127 poços
Poços com teste de vazão399 de 399
Distribuição das profundidades em Catanduva 15 m mínimo 91 m mediana 860 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 110 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Catanduva por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 2% 50-100 m 249 · 64% 100-150 m 116 · 30% 150-200 m 11 · 3% acima de 200 m 7 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Catanduva 18 1970 111 1980 59 1990 127 2000 25 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Catanduva. Valores em poços. Abastecimento doméstico 134 · 40% Abastecimento industrial 93 · 28% Outros (lazer,etc.) 54 · 16% Abastecimento urbano 43 · 13% Irrigação 10 · 3% Doméstico/irrigação/animal 1
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 262 poços
  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 272 poços
  • Formação Serra Geral — 41 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Formação Piramboia — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Catanduva

Catanduva tem 115.791 habitantes distribuídos em 290,6 km², o que dá 398,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Catanduva, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 867 dos 44.061 domicílios de Catanduva — 2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 763 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 659 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Catanduva, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Catanduva

Com base em 884 poços cadastrados num raio de 30 km de Catanduva - SP, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 150 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 7,1 m³/h e 24,0 m³/h), sobre 463 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Catanduva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 884 poços no raio, contra 399 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
12,1 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
31,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 463 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Catanduva: 76/100

76 de 100

Confiança: amostra alta884 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 87peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Catanduva costumam descer

  • até 50 m 4%36
  • 50 a 100 m 57%478
  • 100 a 150 m 31%263
  • acima de 150 m 8%67

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 11,0 m³/h 90 m 572400 com teste
Formação Serra Geral 11,4 m³/h 100 m 51 com teste
Corpo Cristalino sem teste 136 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Grupo Bauru 29
  • 50 a 100 m353 poços Grupo Bauru 349 · Formação Serra Geral 4
  • 100 a 150 m160 poços Grupo Bauru 158 · Corpo Cristalino 2
  • acima de 150 m39 poços Grupo Bauru 36 · Corpo Cristalino 1 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Catanduva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Catanduva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.