Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Divina Pastora - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Divina Pastora, Sergipe.

  • aquífero poroso
  • membro angico
  • 29poços cadastrados
  • 110,5 mprofundidade média
  • 57 mprofundidade mediana
  • 6,1 mnível estático médio

Como são os poços em Divina Pastora - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Divina Pastora - SE. A profundidade média é de 110,5 m e a mediana, 57 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Membro Angico. No Censo 2022, 130 dos 1.453 domicílios do município — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
110,5 m
Profundidade mediana
57 m
Nível estático médio
6,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Membro Angico
Ante a média do estado
48,6 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
4.340 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
130 (9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Divina Pastora, com profundidade média de 110,5 m (mediana de 57 m, variando de 6 m a 1.200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Membro Angico, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Divina Pastora é 48,6 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Divina Pastora

Poços cadastrados em Divina Pastora - SE
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média110,5 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana57 m
Faixa de profundidade6 m a 1.200 m
Nível estático médio6,1 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,5 m 13 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteMembro Angico 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Divina Pastora 6 m mínimo 57 m mediana 1.200 m máximo
Metade dos poços fica entre 40,5 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Divina Pastora por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 37% 50-100 m 14 · 52% 100-150 m 1 · 4% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Divina Pastora 8 1980 5 1990 12 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Divina Pastora. Valores em poços. Abastecimento doméstico 12 · 86% Abastecimento múltiplo 1 · 7% Abastecimento doméstico/animal 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Carstico — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Membro Angico — 3 poços
  • Formação Riachuelo — 2 poços

O território e o subsolo de Divina Pastora

Divina Pastora tem 4.340 habitantes distribuídos em 90,5 km², o que dá 48,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Aracaju.

No Censo 2022, 130 dos 1.453 domicílios de Divina Pastora — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 130 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 56 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Divina Pastora

Com base em 1.790 poços cadastrados num raio de 30 km de Divina Pastora - SE, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 80 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,8 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 9,4 m³/h), sobre 432 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Divina Pastora se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.790 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,8 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
63,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 432 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Divina Pastora: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta1.790 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 22peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Divina Pastora costumam descer

  • até 50 m 33%413
  • 50 a 100 m 63%786
  • 100 a 150 m 3%34
  • acima de 150 m 0%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6,1 m³/h 63 m 183 com teste
Grupo Barreiras 3,0 m³/h 52 m 167 com teste
Formação Riachuelo 18,0 m³/h 41 m 63 com teste
Corpo Cristalino sem teste 49 m 6
Formação Cotinguiba 12,0 m³/h 60 m 54 com teste
Membro Angico 4,8 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Grupo Barreiras 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Corpo Cristalino 4
  • 50 a 100 m36 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12 · Grupo Barreiras 7 · Formação Cotinguiba 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Divina Pastora?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Divina Pastora.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.