Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cristinápolis - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cristinápolis, Sergipe.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 25poços cadastrados
  • 57,8 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 24,4 mnível estático médio

Como são os poços em Cristinápolis - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Cristinápolis - SE. A profundidade média é de 57,8 m e a mediana, 60 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.286 dos 5.757 domicílios do município — 22,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
57,8 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
24,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
4,1 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
17.100 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.286 (22,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Cristinápolis, com profundidade média de 57,8 m (mediana de 60 m, variando de 22 m a 84 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cristinápolis é 4,1 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Cristinápolis

Poços cadastrados em Cristinápolis - SE
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média57,8 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade22 m a 84 m
Nível estático médio24,4 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,2 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 65% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Cristinápolis 22 m mínimo 60 m mediana 84 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 73 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cristinápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 25% 50-100 m 9 · 75%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cristinápolis 8 1980 4 1990 12 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cristinápolis. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 60% Abastecimento múltiplo 1 · 10% Abastecimento doméstico/animal 1 · 10% Irrigação 1 · 10% Abastecimento industrial 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Grupo Nova Lima — 1 poço

O território e o subsolo de Cristinápolis

Cristinápolis tem 17.100 habitantes distribuídos em 228,6 km², o que dá 74,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Estância, na região intermediária de Aracaju.

No Censo 2022, 1.286 dos 5.757 domicílios de Cristinápolis — 22,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 509 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.678 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cristinápolis

Com base em 392 poços cadastrados num raio de 30 km de Cristinápolis - SE, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 88 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,1 m³/h (metade dos poços entre 0,8 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 95 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cristinápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 392 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,1 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
13,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 95 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cristinápolis: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta392 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 11peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cristinápolis costumam descer

  • até 50 m 33%79
  • 50 a 100 m 61%145
  • 100 a 150 m 5%12
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,0 m³/h 18 m 262 com teste
Grupo Barreiras sem teste 23 m 15
Grupo Barreira Indiviso 1,4 m³/h 57 m 62 com teste
Quaternário 0,4 m³/h 57 m 61 com teste
Arqueano 5,8 m³/h 25 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 23 · Grupo Barreiras 12 · Arqueano 3
  • 50 a 100 m15 poços Grupo Barreira Indiviso 4 · Quaternário 4 · Grupo Barreiras 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cristinápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cristinápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.