Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Japoatã - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Japoatã, Sergipe.

  • aquífero poroso
  • 68poços cadastrados
  • 114,5 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 31,9 mnível estático médio

Como são os poços em Japoatã - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 68 poços em Japoatã - SE. A profundidade média é de 114,5 m e a mediana, 120 m, medida em 58 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,9 m. O aquífero predominante é poroso. No Censo 2022, 335 dos 4.575 domicílios do município — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
68
Profundidade média
114,5 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
31,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Ante a média do estado
52,6 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
13.407 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
335 (7,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 68 poços em Japoatã, com profundidade média de 114,5 m (mediana de 120 m, variando de 30 m a 185 m).

Comparado ao restante do estado, o poço de Japoatã é 52,6 m mais fundo que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Japoatã

Poços cadastrados em Japoatã - SE
Poços no cadastro nacional68 poços
Profundidade média114,5 m 58 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade30 m a 185 m
Nível estático médio31,9 m 48 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,7 m 50 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 32 poços
Poços com teste de vazão68 de 68
Distribuição das profundidades em Japoatã 30 m mínimo 120 m mediana 185 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Japoatã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 10% 50-100 m 15 · 26% 100-150 m 24 · 41% 150-200 m 13 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Japoatã 3 1970 32 1980 10 1990 21 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Japoatã. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 45 poços

O território e o subsolo de Japoatã

Japoatã tem 13.407 habitantes distribuídos em 402,4 km², o que dá 33,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Propriá, na região intermediária de Aracaju.

No Censo 2022, 335 dos 4.575 domicílios de Japoatã — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 123 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 591 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Japoatã

Com base em 476 poços cadastrados num raio de 30 km de Japoatã - SE, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 132 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 4,4 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 13,7 m³/h), sobre 131 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Japoatã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 476 poços no raio, contra 68 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
4,4 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
16,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 131 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Japoatã: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta476 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 19peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Japoatã costumam descer

  • até 50 m 19%68
  • 50 a 100 m 49%172
  • 100 a 150 m 25%90
  • acima de 150 m 7%23

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 23,3 m³/h 73 m 63 com teste
Formação Penedo 8,8 m³/h 80 m 51 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Quaternário 1 · Corpo Cristalino 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m9 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Formação Penedo 2 · Grupo Nova Lima 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Japoatã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Japoatã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.