Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Nossa Senhora da Glória - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Nossa Senhora da Glória, Sergipe.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 40poços cadastrados
  • 58 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 11,1 mnível estático médio

Como são os poços em Nossa Senhora da Glória - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Nossa Senhora da Glória - SE. A profundidade média é de 58 m e a mediana, 60 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 55 dos 14.291 domicílios do município — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
58 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
11,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
3,9 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
41.212 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
55 (0,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Nossa Senhora da Glória, com profundidade média de 58 m (mediana de 60 m, variando de 5 m a 93 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Nossa Senhora da Glória é 3,9 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Nossa Senhora da Glória

Poços cadastrados em Nossa Senhora da Glória - SE
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média58 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade5 m a 93 m
Nível estático médio11,1 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,7 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 28 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 15 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Nossa Senhora da Glória 5 m mínimo 60 m mediana 93 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 66 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Nossa Senhora da Glória por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 22% 50-100 m 29 · 78%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Nossa Senhora da Glória 1 1950 2 1960 1 1970 15 1980 12 1990 8 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Nossa Senhora da Glória. Valores em poços. Abastecimento doméstico 28 · 93% Abastecimento múltiplo 1 · 3% Abastecimento urbano 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 4 poços

O território e o subsolo de Nossa Senhora da Glória

Nossa Senhora da Glória tem 41.212 habitantes distribuídos em 758,4 km², o que dá 54,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Nossa Senhora da Glória, na região intermediária de Itabaiana.

No Censo 2022, 55 dos 14.291 domicílios de Nossa Senhora da Glória — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 51 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.067 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Nossa Senhora da Glória, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Nossa Senhora da Glória

Com base em 177 poços cadastrados num raio de 30 km de Nossa Senhora da Glória - SE, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 80 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,1 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 6,2 m³/h), sobre 28 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Nossa Senhora da Glória se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 177 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,1 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
6,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 28 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Nossa Senhora da Glória: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta177 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 18peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 4peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Nossa Senhora da Glória costumam descer

  • até 50 m 19%31
  • 50 a 100 m 77%122
  • 100 a 150 m 4%6
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Corpo Cristalino 5 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m6 poços Corpo Cristalino 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Nossa Senhora da Glória?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Nossa Senhora da Glória.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.