Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Martinho - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Martinho, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 6poços cadastrados
  • 79,6 mprofundidade média
  • 82 mprofundidade mediana
  • 4,9 mnível estático médio

Como são os poços em São Martinho - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em São Martinho - SC. A profundidade média é de 79,6 m e a mediana, 82 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 492 dos 1.168 domicílios do município — 42,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
79,6 m
Profundidade mediana
82 m
Nível estático médio
4,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
42,7 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
3.405 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
492 (42,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em São Martinho, com profundidade média de 79,6 m (mediana de 82 m, variando de 21,5 m a 125 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Martinho é 42,7 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em São Martinho

Poços cadastrados em São Martinho - SC
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média79,6 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana82 m
Faixa de profundidade21,5 m a 125 m
Nível estático médio4,9 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em São Martinho 21,5 m mínimo 82 m mediana 125 m máximo
Metade dos poços fica entre 61 m e 106 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Martinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 17% 50-100 m 3 · 50% 100-150 m 2 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Martinho 4 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Martinho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 6 poços

O território e o subsolo de São Martinho

São Martinho tem 3.405 habitantes distribuídos em 224,6 km², o que dá 15,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tubarão, na região intermediária de Criciúma.

No Censo 2022, 492 dos 1.168 domicílios de São Martinho — 42,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 415 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 703 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Martinho

Com base em 64 poços cadastrados num raio de 30 km de São Martinho - SC, 80% deles foram concluídos entre 11 m e 113 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 27 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Martinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 64 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 27 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Martinho: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta64 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Martinho costumam descer

  • até 50 m 33%21
  • 50 a 100 m 42%27
  • 100 a 150 m 25%16
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 7,5 m³/h 80 m 3218 com teste
Grupo Itararé 3,2 m³/h 102 m 122 com teste
Depósitos Litorâneos 3,4 m³/h 36 m 83 com teste
Formação Rio do Sul 29,8 m³/h 100 m 32 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 14,7 m³/h 50 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Complexo Granito-Gnáissico 11 · Depósitos Litorâneos 6 · Depósitos Flúvio-Lagunares 2
  • 50 a 100 m25 poços Complexo Granito-Gnáissico 12 · Grupo Itararé 4 · Formação Rio do Sul 3
  • 100 a 150 m16 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Grupo Itararé 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Martinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Martinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.