Santa Catarina · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em São Miguel do Oeste - SC: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Miguel do Oeste, Santa Catarina.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 146poços cadastrados
- 136,5 mprofundidade média
- 120 mprofundidade mediana
- 44,7 mnível estático médio
Como são os poços em São Miguel do Oeste - SC?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 146 poços em São Miguel do Oeste - SC. A profundidade média é de 136,5 m e a mediana, 120 m, medida em 146 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 44,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 4.546 dos 17.301 domicílios do município — 26,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 146
- Profundidade média
- 136,5 m
- Profundidade mediana
- 120 m
- Nível estático médio
- 44,7 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 14,2 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
- População (Censo 2022)
- 44.330 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 4.546 (26,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 146 poços em São Miguel do Oeste, com profundidade média de 136,5 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 1.410 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 98% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de São Miguel do Oeste é 14,2 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).
Números do cadastro em São Miguel do Oeste
| Poços no cadastro nacional | 146 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 136,5 m 146 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 120 m |
| Faixa de profundidade | 40 m a 1.410 m |
| Nível estático médio | 44,7 m 89 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 64,8 m 75 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,7 m³/h por metro 75 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 99% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 98% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 54 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 81 poços |
| Poços com teste de vazão | 146 de 146 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 135 poços
- Poroso — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 137 poços
- Formação Botucatu — 2 poços
- Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço
O território e o subsolo de São Miguel do Oeste
São Miguel do Oeste tem 44.330 habitantes distribuídos em 234,2 km², o que dá 189,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Miguel do Oeste, na região intermediária de Chapecó.
No Censo 2022, 4.546 dos 17.301 domicílios de São Miguel do Oeste — 26,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.992 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.420 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de São Miguel do Oeste
Com base em 607 poços cadastrados num raio de 30 km de São Miguel do Oeste - SC, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 164 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 249 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Miguel do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 607 poços no raio, contra 146 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 249 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de São Miguel do Oeste: 65/100
Confiança: amostra alta607 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de São Miguel do Oeste costumam descer
- até 50 m 2%9
- 50 a 100 m 29%174
- 100 a 150 m 51%303
- acima de 150 m 19%113
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m7 poços Formação Serra Geral 7
- 50 a 100 m115 poços Formação Serra Geral 115
- 100 a 150 m250 poços Formação Serra Geral 250
- acima de 150 m103 poços Formação Serra Geral 103
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos São Miguel do Oeste?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Miguel do Oeste.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de São Miguel do Oeste
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
- Como são os poços artesianos em São Miguel do Oeste - SC?perfil geral
- Qual a profundidade média dos poços em São Miguel do Oeste - SC?profundidade média
- Que rocha existe abaixo de São Miguel do Oeste - SC?geologia do subsolo
- Quantos poços artesianos existem em São Miguel do Oeste - SC?quantos poços há
Municípios de Santa Catarina com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.