Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São José - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São José, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 16poços cadastrados
  • 79 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 6,6 mnível estático médio

Como são os poços em São José - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em São José - SC. A profundidade média é de 79 m e a mediana, 84 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 699 dos 105.580 domicílios do município — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
79 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
6,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
43,3 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
270.299 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
699 (0,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em São José, com profundidade média de 79 m (mediana de 84 m, variando de 20 m a 176 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São José é 43,3 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em São José

Poços cadastrados em São José - SC
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média79 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade20 m a 176 m
Nível estático médio6,6 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,8 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 81% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 13 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em São José 20 m mínimo 84 m mediana 176 m máximo
Metade dos poços fica entre 42 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São José por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 31% 50-100 m 8 · 50% 100-150 m 2 · 13% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São José 1 1980 1 1990 13 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São José. Valores em poços. Abastecimento industrial 5 · 45% Abastecimento doméstico 2 · 18% Abastecimento múltiplo 2 · 18% Outros (lazer,etc.) 1 · 9% Abastecimento doméstico/animal 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 12 poços
  • Depósitos Litorâneos — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de São José

São José tem 270.299 habitantes distribuídos em 150,5 km², o que dá 1.796,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Florianópolis.

No Censo 2022, 699 dos 105.580 domicílios de São José — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 395 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.325 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São José, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São José

Com base em 159 poços cadastrados num raio de 30 km de São José - SC, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 155 m, com profundidade mediana de 92 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 36,1 m³/h), sobre 96 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (72% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São José se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 159 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

92 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
5,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 96 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São José: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta159 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 54peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São José costumam descer

  • até 50 m 19%30
  • 50 a 100 m 45%69
  • 100 a 150 m 25%38
  • acima de 150 m 12%18

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 5,8 m³/h 112 m 8157 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 51,0 m³/h 66 m 2625 com teste
Depósitos Litorâneos 4,0 m³/h 38 m 167 com teste
Aluviões 8,9 m³/h 53 m 64 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m30 poços Depósitos Litorâneos 13 · Depósitos Flúvio-Lagunares 8 · Complexo Granito-Gnáissico 4
  • 50 a 100 m56 poços Complexo Granito-Gnáissico 33 · Depósitos Flúvio-Lagunares 15 · Depósitos Litorâneos 3
  • 100 a 150 m33 poços Complexo Granito-Gnáissico 28 · Depósitos Flúvio-Lagunares 3 · Aluviões 1
  • acima de 150 m17 poços Complexo Granito-Gnáissico 16 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São José?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São José.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.