Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maravilha - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maravilha, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 85poços cadastrados
  • 160,9 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 33,1 mnível estático médio

Como são os poços em Maravilha - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 85 poços em Maravilha - SC. A profundidade média é de 160,9 m e a mediana, 130 m, medida em 85 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 758 dos 10.619 domicílios do município — 7,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
85
Profundidade média
160,9 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
33,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
38,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
28.251 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
758 (7,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 85 poços em Maravilha, com profundidade média de 160,9 m (mediana de 130 m, variando de 41 m a 1.305 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 99% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maravilha é 38,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Maravilha

Poços cadastrados em Maravilha - SC
Poços no cadastro nacional85 poços
Profundidade média160,9 m 85 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade41 m a 1.305 m
Nível estático médio33,1 m 58 poços com o dado
Nível dinâmico médio120,6 m 27 poços com o dado
Vazão específica média3,6 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 99% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 43 poços
Poços com teste de vazão85 de 85
Distribuição das profundidades em Maravilha 41 m mínimo 130 m mediana 1.305 m máximo
Metade dos poços fica entre 114 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maravilha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 7 · 8% 100-150 m 48 · 56% 150-200 m 16 · 19% acima de 200 m 13 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maravilha 2 1960 1 1970 3 1980 43 1990 33 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maravilha. Valores em poços. Abastecimento urbano 31 · 70% Abastecimento doméstico 4 · 9% Abastecimento doméstico/animal 3 · 7% Abastecimento industrial 3 · 7% Pecuária 2 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 82 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 84 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Maravilha

Maravilha tem 28.251 habitantes distribuídos em 170,3 km², o que dá 165,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Maravilha, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 758 dos 10.619 domicílios de Maravilha — 7,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 397 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 436 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maravilha

Com base em 590 poços cadastrados num raio de 30 km de Maravilha - SC, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 180 m, com profundidade mediana de 124 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 13,1 m³/h), sobre 187 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maravilha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 590 poços no raio, contra 85 poços dentro do município.

124 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
20,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 187 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maravilha: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta590 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 76peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 17peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maravilha costumam descer

  • até 50 m 2%9
  • 50 a 100 m 25%146
  • 100 a 150 m 51%300
  • acima de 150 m 22%128

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Formação Serra Geral 8
  • 50 a 100 m101 poços Formação Serra Geral 101
  • 100 a 150 m291 poços Formação Serra Geral 291
  • acima de 150 m125 poços Formação Serra Geral 125

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maravilha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maravilha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.