Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maracajá - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maracajá, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • formação rio bonito
  • 9poços cadastrados
  • 84,4 mprofundidade média
  • 83 mprofundidade mediana
  • 5,6 mnível estático médio

Como são os poços em Maracajá - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Maracajá - SC. A profundidade média é de 84,4 m e a mediana, 83 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rio Bonito. No Censo 2022, 1.174 dos 2.744 domicílios do município — 42,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
84,4 m
Profundidade mediana
83 m
Nível estático médio
5,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rio Bonito
Ante a média do estado
37,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
7.815 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.174 (42,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Maracajá, com profundidade média de 84,4 m (mediana de 83 m, variando de 35 m a 147 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rio Bonito, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maracajá é 37,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Maracajá

Poços cadastrados em Maracajá - SC
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média84,4 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana83 m
Faixa de profundidade35 m a 147 m
Nível estático médio5,6 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,3 m 6 poços com o dado
Vazão específica média8 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Rio Bonito 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Maracajá 35 m mínimo 83 m mediana 147 m máximo
Metade dos poços fica entre 69 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maracajá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 22% 50-100 m 4 · 44% 100-150 m 3 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maracajá 2 1980 5 1990 1 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maracajá. Valores em poços. Abastecimento industrial 4 · 44% Abastecimento urbano 2 · 22% Abastecimento múltiplo 2 · 22% Sem uso 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rio Bonito — 5 poços
  • Depósitos Litorâneos — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Maracajá

Maracajá tem 7.815 habitantes distribuídos em 62,9 km², o que dá 124,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araranguá, na região intermediária de Criciúma.

No Censo 2022, 1.174 dos 2.744 domicílios de Maracajá — 42,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 479 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 931 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maracajá

Com base em 313 poços cadastrados num raio de 30 km de Maracajá - SC, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 154 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 10,4 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 17,9 m³/h), sobre 122 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maracajá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 313 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
10,4 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
11,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 122 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maracajá: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta313 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 78peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 67peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maracajá costumam descer

  • até 50 m 22%67
  • 50 a 100 m 31%96
  • 100 a 150 m 36%109
  • acima de 150 m 11%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 10,3 m³/h 105 m 16054 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 9,1 m³/h 103 m 2210 com teste
Formação Palermo 10,2 m³/h 83 m 167 com teste
Formação Serra Geral sem teste 125 m 8
Quaternário 23,3 m³/h 76 m 87 com teste
Depósitos Litorâneos 17,9 m³/h 40 m 76 com teste
Formação Irati 12,5 m³/h 90 m 75 com teste
Grupo Itararé 5,5 m³/h 55 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m54 poços Formação Rio Bonito 35 · Depósitos Litorâneos 5 · Formação Palermo 4
  • 50 a 100 m75 poços Formação Rio Bonito 42 · Subgrupo Rio do Rastro 8 · Quaternário 7
  • 100 a 150 m83 poços Formação Rio Bonito 66 · Subgrupo Rio do Rastro 9 · Formação Palermo 4
  • acima de 150 m27 poços Formação Rio Bonito 16 · Subgrupo Rio do Rastro 4 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maracajá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maracajá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.