Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Vicente do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Vicente do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação rosário do sul
  • 33poços cadastrados
  • 85,9 mprofundidade média
  • 83 mprofundidade mediana
  • 25,1 mnível estático médio

Como são os poços em São Vicente do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em São Vicente do Sul - RS. A profundidade média é de 85,9 m e a mediana, 83 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rosário do Sul. No Censo 2022, 704 dos 3.117 domicílios do município — 22,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
85,9 m
Profundidade mediana
83 m
Nível estático médio
25,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rosário do Sul
Ante a média do estado
29 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
8.097 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
704 (22,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em São Vicente do Sul, com profundidade média de 85,9 m (mediana de 83 m, variando de 15 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rosário do Sul, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Vicente do Sul é 29 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Vicente do Sul

Poços cadastrados em São Vicente do Sul - RS
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média85,9 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana83 m
Faixa de profundidade15 m a 140 m
Nível estático médio25,1 m 32 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,7 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Rosário do Sul 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 13 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em São Vicente do Sul 15 m mínimo 83 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 104 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Vicente do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 22 · 67% 100-150 m 9 · 27%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Vicente do Sul 1 1960 4 1970 10 1980 13 1990 2 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Vicente do Sul. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 60% Abastecimento urbano 8 · 32% Sem uso 2 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 29 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rosário do Sul — 22 poços
  • Formação Piramboia — 7 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Formação Sanga do Cabral — 1 poço

O território e o subsolo de São Vicente do Sul

São Vicente do Sul tem 8.097 habitantes distribuídos em 1.174,8 km², o que dá 6,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 704 dos 3.117 domicílios de São Vicente do Sul — 22,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 671 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 722 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Vicente do Sul

Com base em 110 poços cadastrados num raio de 30 km de São Vicente do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 114 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 12,5 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 47 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Vicente do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 110 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
12,5 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
3,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 47 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Vicente do Sul: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta110 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 87peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 29peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 80peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Vicente do Sul costumam descer

  • até 50 m 15%16
  • 50 a 100 m 57%60
  • 100 a 150 m 26%27
  • acima de 150 m 2%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rosário do Sul 15,5 m³/h 80 m 4613 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 15,6 m³/h 92 m 1714 com teste
Formação Botucatu 6,2 m³/h 75 m 144 com teste
Formação Piramboia 6,1 m³/h 73 m 88 com teste
Formação Serra Geral 2,6 m³/h 102 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação Rosário do Sul 12 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m55 poços Formação Rosário do Sul 26 · Formação Botucatu 11 · Subgrupo Rio do Rastro 9
  • 100 a 150 m23 poços Formação Rosário do Sul 8 · Subgrupo Rio do Rastro 7 · Formação Guará 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Vicente do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Vicente do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.