Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Vendelino - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Vendelino, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 130,3 mprofundidade média
  • 131 mprofundidade mediana
  • 16 mnível estático médio

Como são os poços em São Vendelino - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em São Vendelino - RS. A profundidade média é de 130,3 m e a mediana, 131 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 52 dos 852 domicílios do município — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
130,3 m
Profundidade mediana
131 m
Nível estático médio
16 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
15,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.251 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
52 (6,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em São Vendelino, com profundidade média de 130,3 m (mediana de 131 m, variando de 60 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Vendelino é 15,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Vendelino

Poços cadastrados em São Vendelino - RS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média130,3 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana131 m
Faixa de profundidade60 m a 250 m
Nível estático médio16 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,3 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 57% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 6 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em São Vendelino 60 m mínimo 131 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 183 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Vendelino por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 42% 100-150 m 3 · 25% 150-200 m 2 · 17% acima de 200 m 2 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Vendelino 2 1980 6 1990 3 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Vendelino. Valores em poços. Abastecimento urbano 8 · 73% Abastecimento doméstico 2 · 18% Abastecimento industrial 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços

O território e o subsolo de São Vendelino

São Vendelino tem 2.251 habitantes distribuídos em 31,9 km², o que dá 70,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Novo Hamburgo - São Leopoldo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 52 dos 852 domicílios de São Vendelino — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 40 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 11 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Vendelino, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Vendelino

Com base em 1.316 poços cadastrados num raio de 30 km de São Vendelino - RS, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 200 m, com profundidade mediana de 126 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 15,7 m³/h), sobre 762 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Vendelino se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.316 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

126 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
46,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 762 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Vendelino: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta1.316 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Vendelino costumam descer

  • até 50 m 3%37
  • 50 a 100 m 27%349
  • 100 a 150 m 41%537
  • acima de 150 m 29%373

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,1 m³/h 126 m 973618 com teste
Formação Botucatu 7,5 m³/h 130 m 7642 com teste
Formação Piramboia 8,5 m³/h 140 m 76 com teste
Eluvião 234,9 m³/h 160 m 76 com teste
Formação Rosário do Sul 5,4 m³/h 125 m 32 com teste
Coluvião 9,1 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Formação Serra Geral 28 · Formação Botucatu 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m286 poços Formação Serra Geral 259 · Formação Botucatu 21 · Eluvião 2
  • 100 a 150 m438 poços Formação Serra Geral 391 · Formação Botucatu 35 · Formação Piramboia 4
  • acima de 150 m320 poços Formação Serra Geral 295 · Formação Botucatu 17 · Eluvião 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Vendelino?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Vendelino.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.