Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cristal - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cristal, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • complexo granito-gnáissico
  • 28poços cadastrados
  • 86,2 mprofundidade média
  • 72 mprofundidade mediana
  • 8,6 mnível estático médio

Como são os poços em Cristal - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Cristal - RS. A profundidade média é de 86,2 m e a mediana, 72 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 745 dos 2.766 domicílios do município — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
86,2 m
Profundidade mediana
72 m
Nível estático médio
8,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
28,7 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
7.299 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
745 (26,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Cristal, com profundidade média de 86,2 m (mediana de 72 m, variando de 20 m a 234 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cristal é 28,7 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Cristal

Poços cadastrados em Cristal - RS
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média86,2 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana72 m
Faixa de profundidade20 m a 234 m
Nível estático médio8,6 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,3 m 16 poços com o dado
Vazão específica média5,2 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 58% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 11 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Cristal 20 m mínimo 72 m mediana 234 m máximo
Metade dos poços fica entre 33 m e 132 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cristal por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 39% 50-100 m 8 · 29% 100-150 m 5 · 18% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cristal 2 1970 4 1980 5 1990 6 2000 11 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cristal. Valores em poços. Abastecimento urbano 8 · 44% Sem uso 5 · 28% Abastecimento doméstico 4 · 22% Abastecimento doméstico/animal 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 11 poços
  • Depósitos Litorâneos — 5 poços
  • Aluviões — 3 poços
  • Depósitos Alúvio-Coluvionares — 3 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de Cristal

Cristal tem 7.299 habitantes distribuídos em 682,1 km², o que dá 10,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Camaquã, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 745 dos 2.766 domicílios de Cristal — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 192 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 616 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cristal

Com base em 99 poços cadastrados num raio de 30 km de Cristal - RS, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 204 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 2,4 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 7,4 m³/h), sobre 43 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cristal se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 99 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
2,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
3,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 43 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cristal: 19/100

19 de 100

Confiança: amostra alta99 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cristal costumam descer

  • até 50 m 22%22
  • 50 a 100 m 26%26
  • 100 a 150 m 27%27
  • acima de 150 m 24%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 2,3 m³/h 109 m 6624 com teste
Depósitos Litorâneos 4,9 m³/h 64 m 74 com teste
Aluviões 20,9 m³/h 35 m 43 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 15,8 m³/h 21 m 33 com teste
Quaternário 26,7 m³/h 21 m 31 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 1,5 m³/h 72 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Complexo Granito-Gnáissico 9 · Aluviões 3 · Depósitos Litorâneos 3
  • 50 a 100 m25 poços Complexo Granito-Gnáissico 18 · Depósitos Litorâneos 4 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 1
  • 100 a 150 m22 poços Complexo Granito-Gnáissico 22
  • acima de 150 m19 poços Complexo Granito-Gnáissico 17 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 1 · Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cristal?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cristal.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.