Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sapucaia do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 30poços cadastrados
  • 184,2 mprofundidade média
  • 170 mprofundidade mediana
  • 33,9 mnível estático médio

Como são os poços em Sapucaia do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Sapucaia do Sul - RS. A profundidade média é de 184,2 m e a mediana, 170 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 4.475 dos 50.174 domicílios do município — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
184,2 m
Profundidade mediana
170 m
Nível estático médio
33,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
69,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
132.107 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.475 (8,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Sapucaia do Sul, com profundidade média de 184,2 m (mediana de 170 m, variando de 36,1 m a 445 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sapucaia do Sul é 69,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Sapucaia do Sul

Poços cadastrados em Sapucaia do Sul - RS
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média184,2 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana170 m
Faixa de profundidade36,1 m a 445 m
Nível estático médio33,9 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio113,6 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 46% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 18 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Sapucaia do Sul 36,1 m mínimo 170 m mediana 445 m máximo
Metade dos poços fica entre 132 m e 202 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sapucaia do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 5 · 17% 100-150 m 5 · 17% 150-200 m 10 · 34% acima de 200 m 8 · 28%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sapucaia do Sul 1 1950 2 1960 1 1980 4 1990 18 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sapucaia do Sul. Valores em poços. Abastecimento industrial 8 · 67% Abastecimento doméstico/animal 2 · 17% Abastecimento doméstico 1 · 8% Outros (lazer,etc.) 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 13 poços
  • Formação Rosário do Sul — 10 poços
  • Coluvião — 2 poços
  • Formação Irati — 1 poço
  • Formação Santa Maria — 1 poço
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço

O território e o subsolo de Sapucaia do Sul

Sapucaia do Sul tem 132.107 habitantes distribuídos em 58,2 km², o que dá 2.268,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 4.475 dos 50.174 domicílios de Sapucaia do Sul — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.382 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.016 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sapucaia do Sul

Com base em 1.635 poços cadastrados num raio de 30 km de Sapucaia do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 1.232 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sapucaia do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.635 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
57,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.232 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sapucaia do Sul: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta1.635 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 54peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sapucaia do Sul costumam descer

  • até 50 m 7%120
  • 50 a 100 m 34%542
  • 100 a 150 m 31%495
  • acima de 150 m 28%459

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 4,0 m³/h 101 m 212157 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,3 m³/h 132 m 178156 com teste
Formação Serra Geral 7,0 m³/h 150 m 147127 com teste
Formação Botucatu 4,9 m³/h 115 m 138113 com teste
Aluviões 4,8 m³/h 87 m 10266 com teste
Formação Irati 4,8 m³/h 117 m 10193 com teste
Formação Rio Bonito 4,5 m³/h 150 m 9678 com teste
Formação Rosário do Sul 3,3 m³/h 150 m 8879 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m100 poços Aluviões 32 · Complexo Granito-Gnáissico 17 · Formação Palermo 7
  • 50 a 100 m446 poços Complexo Granito-Gnáissico 89 · Formação Botucatu 52 · Subgrupo Rio do Rastro 48
  • 100 a 150 m423 poços Subgrupo Rio do Rastro 67 · Complexo Granito-Gnáissico 57 · Formação Botucatu 48
  • acima de 150 m403 poços Formação Serra Geral 72 · Subgrupo Rio do Rastro 59 · Complexo Granito-Gnáissico 49

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sapucaia do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sapucaia do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.