Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Pedro da Serra - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Pedro da Serra, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 123,8 mprofundidade média
  • 111 mprofundidade mediana
  • 24 mnível estático médio

Como são os poços em São Pedro da Serra - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em São Pedro da Serra - RS. A profundidade média é de 123,8 m e a mediana, 111 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 80 dos 1.309 domicílios do município — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
123,8 m
Profundidade mediana
111 m
Nível estático médio
24 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
8,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.548 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
80 (6,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em São Pedro da Serra, com profundidade média de 123,8 m (mediana de 111 m, variando de 104 m a 192 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Pedro da Serra é 8,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Pedro da Serra

Poços cadastrados em São Pedro da Serra - RS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média123,8 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana111 m
Faixa de profundidade104 m a 192 m
Nível estático médio24 m 11 poços com o dado
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em São Pedro da Serra 104 m mínimo 111 m mediana 192 m máximo
Metade dos poços fica entre 110 m e 142 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Pedro da Serra por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 10 · 83% 150-200 m 2 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Pedro da Serra 7 1990 4 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Pedro da Serra. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 55% Abastecimento múltiplo 4 · 36% Outros (lazer,etc.) 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços

O território e o subsolo de São Pedro da Serra

São Pedro da Serra tem 3.548 habitantes distribuídos em 35,2 km², o que dá 100,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montenegro, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 80 dos 1.309 domicílios de São Pedro da Serra — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 49 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 25 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Pedro da Serra, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Pedro da Serra

Com base em 1.269 poços cadastrados num raio de 30 km de São Pedro da Serra - RS, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 200 m, com profundidade mediana de 125 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 4,5 m³/h e 17,0 m³/h), sobre 723 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Pedro da Serra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.269 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

125 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
44,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 723 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Pedro da Serra: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta1.269 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 17peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Pedro da Serra costumam descer

  • até 50 m 4%51
  • 50 a 100 m 27%336
  • 100 a 150 m 40%496
  • acima de 150 m 29%364

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,3 m³/h 126 m 956602 com teste
Formação Botucatu 6,7 m³/h 130 m 7136 com teste
Formação Rosário do Sul 2,2 m³/h 150 m 87 com teste
Formação Piramboia 7,0 m³/h 140 m 76 com teste
Eluvião 234,9 m³/h 160 m 54 com teste
Aluviões 356,9 m³/h 102 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Formação Serra Geral 38 · Formação Botucatu 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m284 poços Formação Serra Geral 260 · Formação Botucatu 19 · Eluvião 2
  • 100 a 150 m413 poços Formação Serra Geral 364 · Formação Botucatu 34 · Formação Rosário do Sul 5
  • acima de 150 m318 poços Formação Serra Geral 294 · Formação Botucatu 15 · Formação Rosário do Sul 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Pedro da Serra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Pedro da Serra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.