Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campos Borges - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campos Borges, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 40poços cadastrados
  • 124,1 mprofundidade média
  • 121 mprofundidade mediana
  • 22,5 mnível estático médio

Como são os poços em Campos Borges - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Campos Borges - RS. A profundidade média é de 124,1 m e a mediana, 121 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 134 dos 1.460 domicílios do município — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
124,1 m
Profundidade mediana
121 m
Nível estático médio
22,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
9,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.613 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
134 (9,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Campos Borges, com profundidade média de 124,1 m (mediana de 121 m, variando de 20 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campos Borges é 9,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Campos Borges

Poços cadastrados em Campos Borges - RS
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média124,1 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana121 m
Faixa de profundidade20 m a 270 m
Nível estático médio22,5 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,9 m 25 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Campos Borges 20 m mínimo 121 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 94 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campos Borges por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 13 · 33% 100-150 m 17 · 43% 150-200 m 6 · 15% acima de 200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campos Borges 13 1980 18 1990 6 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campos Borges. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 18 · 64% Abastecimento urbano 6 · 21% Abastecimento doméstico 3 · 11% Sem uso 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 40 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 40 poços

O território e o subsolo de Campos Borges

Campos Borges tem 3.613 habitantes distribuídos em 226,2 km², o que dá 16,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Passo Fundo.

No Censo 2022, 134 dos 1.460 domicílios de Campos Borges — 9,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 132 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 57 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campos Borges

Com base em 299 poços cadastrados num raio de 30 km de Campos Borges - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 159 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 18,4 m³/h), sobre 177 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campos Borges se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 299 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
9,1 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
10,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 177 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campos Borges: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta299 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campos Borges costumam descer

  • até 50 m 7%20
  • 50 a 100 m 49%146
  • 100 a 150 m 32%95
  • acima de 150 m 12%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Formação Serra Geral 18
  • 50 a 100 m140 poços Formação Serra Geral 140
  • 100 a 150 m94 poços Formação Serra Geral 94
  • acima de 150 m36 poços Formação Serra Geral 36

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campos Borges?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campos Borges.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.