Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rosário do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rosário do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação piramboia
  • 95poços cadastrados
  • 64,8 mprofundidade média
  • 60,5 mprofundidade mediana
  • 13,6 mnível estático médio

Como são os poços em Rosário do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 95 poços em Rosário do Sul - RS. A profundidade média é de 64,8 m e a mediana, 60,5 m, medida em 91 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Piramboia. No Censo 2022, 2.339 dos 13.803 domicílios do município — 17% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
95
Profundidade média
64,8 m
Profundidade mediana
60,5 m
Nível estático médio
13,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Piramboia
Ante a média do estado
50,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
36.630 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.339 (17%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 95 poços em Rosário do Sul, com profundidade média de 64,8 m (mediana de 60,5 m, variando de 2 m a 261 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piramboia, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rosário do Sul é 50,1 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Rosário do Sul

Poços cadastrados em Rosário do Sul - RS
Poços no cadastro nacional95 poços
Profundidade média64,8 m 91 poços com o dado
Profundidade mediana60,5 m
Faixa de profundidade2 m a 261 m
Nível estático médio13,6 m 80 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,5 m 41 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteFormação Piramboia 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 52 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão95 de 95
Distribuição das profundidades em Rosário do Sul 2 m mínimo 60,5 m mediana 261 m máximo
Metade dos poços fica entre 30 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rosário do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 34 · 37% 50-100 m 39 · 43% 100-150 m 15 · 16% 150-200 m 2 · 2% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rosário do Sul 1 1920 1 1940 11 1950 5 1960 11 1970 15 1980 17 1990 9 2000 10 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rosário do Sul. Valores em poços. Abastecimento doméstico 52 · 80% Abastecimento urbano 5 · 8% Abastecimento múltiplo 5 · 8% Sem uso 1 · 2% Abastecimento industrial 1 · 2% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 80 poços
  • Fissural — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piramboia — 52 poços
  • Formação Rosário do Sul — 13 poços
  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Formação Irati — 4 poços
  • Subgrupo Estrada Nova — 3 poços

O território e o subsolo de Rosário do Sul

Rosário do Sul tem 36.630 habitantes distribuídos em 4.343,7 km², o que dá 8,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santana do Livramento, na região intermediária de Uruguaiana.

No Censo 2022, 2.339 dos 13.803 domicílios de Rosário do Sul — 17% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.091 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.041 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rosário do Sul

Com base em 87 poços cadastrados num raio de 30 km de Rosário do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 14 m e 116 m, com profundidade mediana de 68 m. A vazão mediana calculada é de 4,1 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 8,4 m³/h), sobre 38 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rosário do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 87 poços no raio, contra 95 poços dentro do município.

68 mprofundidade mediana
4,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
3,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 38 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rosário do Sul: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta87 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 24peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rosário do Sul costumam descer

  • até 50 m 30%24
  • 50 a 100 m 47%38
  • 100 a 150 m 22%18
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Piramboia 4,7 m³/h 80 m 4523 com teste
Formação Rosário do Sul 3,0 m³/h 24 m 163 com teste
Formação Botucatu 3,0 m³/h 27 m 63 com teste
Formação Serra Geral 2,2 m³/h 50 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Formação Rosário do Sul 10 · Formação Piramboia 6 · Formação Botucatu 5
  • 50 a 100 m33 poços Formação Piramboia 27 · Formação Rosário do Sul 4 · Formação Guará 1
  • 100 a 150 m17 poços Formação Piramboia 11 · Formação Rosário do Sul 2 · Formação Sanga do Cabral 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rosário do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rosário do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.