Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio dos Índios - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio dos Índios, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 14poços cadastrados
  • 174,1 mprofundidade média
  • 200 mprofundidade mediana
  • 55,3 mnível estático médio

Como são os poços em Rio dos Índios - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Rio dos Índios - RS. A profundidade média é de 174,1 m e a mediana, 200 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 55,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 199 dos 1.091 domicílios do município — 18,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
174,1 m
Profundidade mediana
200 m
Nível estático médio
55,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
59,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.835 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
199 (18,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Rio dos Índios, com profundidade média de 174,1 m (mediana de 200 m, variando de 65 m a 282 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio dos Índios é 59,2 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Rio dos Índios

Poços cadastrados em Rio dos Índios - RS
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média174,1 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana200 m
Faixa de profundidade65 m a 282 m
Nível estático médio55,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio109,2 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Rio dos Índios 65 m mínimo 200 m mediana 282 m máximo
Metade dos poços fica entre 132 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio dos Índios por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 7% 100-150 m 4 · 29% 150-200 m 3 · 21% acima de 200 m 6 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio dos Índios 2 1990 6 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio dos Índios. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 38% Sem uso 3 · 38% Abastecimento doméstico 2 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços

O território e o subsolo de Rio dos Índios

Rio dos Índios tem 2.835 habitantes distribuídos em 235,9 km², o que dá 12,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Nonoai, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 199 dos 1.091 domicílios de Rio dos Índios — 18,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 83 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 378 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio dos Índios

Com base em 502 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio dos Índios - RS, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 211 m, com profundidade mediana de 132 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 174 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio dos Índios se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 502 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

132 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
17,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 174 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio dos Índios: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta502 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio dos Índios costumam descer

  • até 50 m 5%24
  • 50 a 100 m 21%103
  • 100 a 150 m 42%210
  • acima de 150 m 32%160

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Formação Serra Geral 23
  • 50 a 100 m84 poços Formação Serra Geral 84
  • 100 a 150 m201 poços Formação Serra Geral 201
  • acima de 150 m143 poços Formação Serra Geral 143

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio dos Índios?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio dos Índios.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.