Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Canoas - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Canoas, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 309poços cadastrados
  • 116,6 mprofundidade média
  • 112 mprofundidade mediana
  • 21,8 mnível estático médio

Como são os poços em Canoas - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 309 poços em Canoas - RS. A profundidade média é de 116,6 m e a mediana, 112 m, medida em 309 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 1.998 dos 132.824 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
309
Profundidade média
116,6 m
Profundidade mediana
112 m
Nível estático médio
21,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
347.657 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.998 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 309 poços em Canoas, com profundidade média de 116,6 m (mediana de 112 m, variando de 14 m a 334 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 28% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Canoas é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Canoas

Poços cadastrados em Canoas - RS
Poços no cadastro nacional309 poços
Profundidade média116,6 m 309 poços com o dado
Profundidade mediana112 m
Faixa de profundidade14 m a 334 m
Nível estático médio21,8 m 281 poços com o dado
Nível dinâmico médio69,7 m 278 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 278 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 87% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 28% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 37 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 116 poços
Poços com teste de vazão309 de 309
Distribuição das profundidades em Canoas 14 m mínimo 112 m mediana 334 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 148 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Canoas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 32 · 10% 50-100 m 105 · 34% 100-150 m 111 · 36% 150-200 m 44 · 14% acima de 200 m 17 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Canoas 1 1950 19 1960 11 1970 37 1980 116 1990 110 2000 13 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Canoas. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 37 · 47% Abastecimento industrial 26 · 33% Outros (lazer,etc.) 10 · 13% Irrigação 3 · 4% Abastecimento urbano 1 · 1% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 209 poços
  • Fissural — 30 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 72 poços
  • Formação Irati — 65 poços
  • Formação Rio Bonito — 50 poços
  • Aluviões — 36 poços
  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Subgrupo Estrada Nova — 15 poços

O território e o subsolo de Canoas

Canoas tem 347.657 habitantes distribuídos em 130,8 km², o que dá 2.658,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 1.998 dos 132.824 domicílios de Canoas — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.955 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.280 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Canoas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Canoas

Com base em 1.592 poços cadastrados num raio de 30 km de Canoas - RS, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 200 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 7,1 m³/h), sobre 1.189 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Canoas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.592 poços no raio, contra 309 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
56,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.189 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Canoas: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta1.592 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 57peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Canoas costumam descer

  • até 50 m 9%144
  • 50 a 100 m 36%568
  • 100 a 150 m 31%489
  • acima de 150 m 24%376

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,2 m³/h 103 m 315225 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,3 m³/h 130 m 174153 com teste
Aluviões 4,4 m³/h 86 m 11876 com teste
Formação Irati 4,8 m³/h 117 m 10193 com teste
Formação Botucatu 4,6 m³/h 112 m 9983 com teste
Formação Rio Bonito 4,8 m³/h 150 m 9577 com teste
Formação Rosário do Sul 3,3 m³/h 150 m 8375 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 100 m 5742 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m118 poços Aluviões 35 · Complexo Granito-Gnáissico 24 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 8
  • 50 a 100 m475 poços Complexo Granito-Gnáissico 130 · Subgrupo Rio do Rastro 49 · Formação Irati 41
  • 100 a 150 m424 poços Complexo Granito-Gnáissico 88 · Subgrupo Rio do Rastro 66 · Formação Botucatu 39
  • acima de 150 m336 poços Complexo Granito-Gnáissico 73 · Subgrupo Rio do Rastro 55 · Formação Rio Bonito 42

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Canoas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Canoas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.