Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pinhal Grande - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pinhal Grande, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 22poços cadastrados
  • 94,7 mprofundidade média
  • 88 mprofundidade mediana
  • 14,6 mnível estático médio

Como são os poços em Pinhal Grande - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Pinhal Grande - RS. A profundidade média é de 94,7 m e a mediana, 88 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 305 dos 1.474 domicílios do município — 20,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
94,7 m
Profundidade mediana
88 m
Nível estático médio
14,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
20,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.805 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
305 (20,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Pinhal Grande, com profundidade média de 94,7 m (mediana de 88 m, variando de 16 m a 230 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 76% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pinhal Grande é 20,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Pinhal Grande

Poços cadastrados em Pinhal Grande - RS
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média94,7 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana88 m
Faixa de profundidade16 m a 230 m
Nível estático médio14,6 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,4 m 5 poços com o dado
Vazão específica média2 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 69% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 76% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 15 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Pinhal Grande 16 m mínimo 88 m mediana 230 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 115 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pinhal Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 9% 50-100 m 11 · 50% 100-150 m 8 · 36% acima de 200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pinhal Grande 1 1970 2 1980 15 1990 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pinhal Grande. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 88% Doméstico/irrigação/animal 1 · 6% Abastecimento doméstico/animal 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 13 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços

O território e o subsolo de Pinhal Grande

Pinhal Grande tem 3.805 habitantes distribuídos em 478,1 km², o que dá 8,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 305 dos 1.474 domicílios de Pinhal Grande — 20,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 203 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 298 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pinhal Grande

Com base em 279 poços cadastrados num raio de 30 km de Pinhal Grande - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 215 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 6,7 m³/h (metade dos poços entre 3,3 m³/h e 12,8 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pinhal Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 279 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
6,7 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
9,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pinhal Grande: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta279 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 44peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pinhal Grande costumam descer

  • até 50 m 6%17
  • 50 a 100 m 35%97
  • 100 a 150 m 32%88
  • acima de 150 m 27%74

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 6,6 m³/h 127 m 194112 com teste
Formação Rosário do Sul 14,0 m³/h 68 m 116 com teste
Formação Santa Maria 22,9 m³/h 96 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Formação Serra Geral 10 · Formação Rosário do Sul 1
  • 50 a 100 m67 poços Formação Serra Geral 55 · Formação Rosário do Sul 5 · Formação Santa Maria 2
  • 100 a 150 m77 poços Formação Serra Geral 70 · Formação Rosário do Sul 4 · Formação Santa Maria 1
  • acima de 150 m60 poços Formação Serra Geral 59 · Formação Rosário do Sul 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pinhal Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pinhal Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.