Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Jorge - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Jorge, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 24poços cadastrados
  • 94,5 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em São Jorge - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em São Jorge - RS. A profundidade média é de 94,5 m e a mediana, 90 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 76 dos 1.083 domicílios do município — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
94,5 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
20,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.912 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
76 (7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em São Jorge, com profundidade média de 94,5 m (mediana de 90 m, variando de 12 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Jorge é 20,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em São Jorge

Poços cadastrados em São Jorge - RS
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média94,5 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade12 m a 150 m
Nível estático médio11,3 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,8 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em São Jorge 12 m mínimo 90 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 134 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Jorge por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 8% 50-100 m 13 · 54% 100-150 m 9 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Jorge 1 1980 17 1990 6 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Jorge. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 36% Abastecimento urbano 2 · 18% Sem uso 2 · 18% Abastecimento doméstico/animal 1 · 9% Doméstico/irrigação/animal 1 · 9% Abastecimento industrial 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 24 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 24 poços

O território e o subsolo de São Jorge

São Jorge tem 2.912 habitantes distribuídos em 125,6 km², o que dá 23,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Nova Prata - Guaporé, na região intermediária de Caxias do Sul.

No Censo 2022, 76 dos 1.083 domicílios de São Jorge — 7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 67 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 37 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Jorge

Com base em 495 poços cadastrados num raio de 30 km de São Jorge - RS, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 189 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 17,2 m³/h), sobre 275 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Jorge se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 495 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
17,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 275 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Jorge: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta495 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 71peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Jorge costumam descer

  • até 50 m 8%42
  • 50 a 100 m 40%199
  • 100 a 150 m 29%145
  • acima de 150 m 22%109

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Formação Serra Geral 42
  • 50 a 100 m197 poços Formação Serra Geral 197
  • 100 a 150 m139 poços Formação Serra Geral 138 · Eluvião 1
  • acima de 150 m104 poços Formação Serra Geral 104

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Jorge?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Jorge.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.