Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Faxinal do Soturno - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Faxinal do Soturno, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação rosário do sul
  • 29poços cadastrados
  • 95,1 mprofundidade média
  • 76 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Faxinal do Soturno - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Faxinal do Soturno - RS. A profundidade média é de 95,1 m e a mediana, 76 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rosário do Sul. No Censo 2022, 304 dos 2.581 domicílios do município — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
95,1 m
Profundidade mediana
76 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rosário do Sul
Ante a média do estado
19,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
6.702 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
304 (11,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Faxinal do Soturno, com profundidade média de 95,1 m (mediana de 76 m, variando de 27 m a 228 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rosário do Sul, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Faxinal do Soturno é 19,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Faxinal do Soturno

Poços cadastrados em Faxinal do Soturno - RS
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média95,1 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana76 m
Faixa de profundidade27 m a 228 m
Nível estático médio17,5 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,5 m 12 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Rosário do Sul 29% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Faxinal do Soturno 27 m mínimo 76 m mediana 228 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Faxinal do Soturno por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 17 · 59% 100-150 m 7 · 24% 150-200 m 2 · 7% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Faxinal do Soturno 3 1970 4 1980 10 1990 8 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Faxinal do Soturno. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 44% Sem uso 3 · 19% Irrigação 2 · 13% Abastecimento urbano 2 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rosário do Sul — 6 poços
  • Formação Santa Maria — 6 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços
  • Formação Caturrita — 2 poços

O território e o subsolo de Faxinal do Soturno

Faxinal do Soturno tem 6.702 habitantes distribuídos em 169,5 km², o que dá 39,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 304 dos 2.581 domicílios de Faxinal do Soturno — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 267 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 493 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Faxinal do Soturno

Com base em 346 poços cadastrados num raio de 30 km de Faxinal do Soturno - RS, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 180 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 4,2 m³/h e 16,0 m³/h), sobre 161 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Faxinal do Soturno se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 346 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
12,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 161 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Faxinal do Soturno: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta346 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Faxinal do Soturno costumam descer

  • até 50 m 8%26
  • 50 a 100 m 48%163
  • 100 a 150 m 26%89
  • acima de 150 m 19%65

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 6,0 m³/h 119 m 11054 com teste
Formação Rosário do Sul 6,0 m³/h 90 m 10858 com teste
Formação Santa Maria 9,3 m³/h 114 m 1810 com teste
Formação Botucatu 22,0 m³/h 80 m 118 com teste
Aluviões 7,5 m³/h 132 m 54 com teste
Formação Sanga do Cabral 13,2 m³/h 186 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Formação Serra Geral 12 · Formação Rosário do Sul 6 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m117 poços Formação Rosário do Sul 59 · Formação Serra Geral 36 · Formação Santa Maria 8
  • 100 a 150 m75 poços Formação Rosário do Sul 31 · Formação Serra Geral 27 · Formação Santa Maria 9
  • acima de 150 m52 poços Formação Serra Geral 35 · Formação Rosário do Sul 12 · Formação Sanga do Cabral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Faxinal do Soturno?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Faxinal do Soturno.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.