Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Picada Café - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Picada Café, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 25poços cadastrados
  • 122,2 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Picada Café - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Picada Café - RS. A profundidade média é de 122,2 m e a mediana, 120 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 299 dos 2.031 domicílios do município — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
122,2 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
7,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
5.351 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
299 (14,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Picada Café, com profundidade média de 122,2 m (mediana de 120 m, variando de 88 m a 190 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Picada Café é 7,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Picada Café

Poços cadastrados em Picada Café - RS
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média122,2 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade88 m a 190 m
Nível estático médio15,7 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio56 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 16 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Picada Café 88 m mínimo 120 m mediana 190 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Picada Café por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 36% 100-150 m 13 · 52% 150-200 m 3 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Picada Café 1 1970 16 1990 7 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Picada Café. Valores em poços. Abastecimento doméstico 17 · 81% Abastecimento industrial 3 · 14% Abastecimento urbano 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Picada Café

Picada Café tem 5.351 habitantes distribuídos em 84,3 km², o que dá 63,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Caxias do Sul.

No Censo 2022, 299 dos 2.031 domicílios de Picada Café — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 267 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 66 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Picada Café

Com base em 1.236 poços cadastrados num raio de 30 km de Picada Café - RS, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 218 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 6,7 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 13,1 m³/h), sobre 608 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Picada Café se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.236 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
6,7 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
43,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 608 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Picada Café: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta1.236 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 44peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Picada Café costumam descer

  • até 50 m 5%61
  • 50 a 100 m 27%331
  • 100 a 150 m 33%396
  • acima de 150 m 35%417

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 7,8 m³/h 150 m 564320 com teste
Formação Botucatu 6,1 m³/h 94 m 291132 com teste
Formação Piramboia 4,0 m³/h 150 m 3524 com teste
Formação Rosário do Sul 4,9 m³/h 162 m 1816 com teste
Coluvião 4,2 m³/h 120 m 179 com teste
Formação Guará 3,9 m³/h 220 m 76 com teste
Aluviões 8,4 m³/h 100 m 63 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,4 m³/h 240 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m54 poços Formação Botucatu 36 · Formação Serra Geral 16 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m268 poços Formação Botucatu 134 · Formação Serra Geral 112 · Coluvião 7
  • 100 a 150 m293 poços Formação Serra Geral 182 · Formação Botucatu 80 · Formação Piramboia 14
  • acima de 150 m343 poços Formação Serra Geral 254 · Formação Botucatu 41 · Formação Piramboia 16

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Picada Café?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Picada Café.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.