Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Passo Fundo - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Passo Fundo, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 149poços cadastrados
  • 107,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 24,9 mnível estático médio

Como são os poços em Passo Fundo - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 149 poços em Passo Fundo - RS. A profundidade média é de 107,2 m e a mediana, 100 m, medida em 149 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 3.016 dos 81.744 domicílios do município — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
149
Profundidade média
107,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
24,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
7,7 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
206.215 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.016 (3,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 149 poços em Passo Fundo, com profundidade média de 107,2 m (mediana de 100 m, variando de 32 m a 302 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 95% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Passo Fundo é 7,7 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Passo Fundo

Poços cadastrados em Passo Fundo - RS
Poços no cadastro nacional149 poços
Profundidade média107,2 m 149 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade32 m a 302 m
Nível estático médio24,9 m 131 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,5 m 104 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 101 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 95% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 33 poços
Poços com teste de vazão149 de 149
Distribuição das profundidades em Passo Fundo 32 m mínimo 100 m mediana 302 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 135 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Passo Fundo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 7% 50-100 m 72 · 48% 100-150 m 49 · 33% 150-200 m 11 · 7% acima de 200 m 7 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Passo Fundo 4 1960 24 1970 28 1980 33 1990 27 2000 29 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Passo Fundo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 49% Outros (lazer,etc.) 12 · 17% Abastecimento urbano 11 · 15% Abastecimento industrial 7 · 10% Abastecimento múltiplo 6 · 8% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 132 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 135 poços
  • Formação Tupanciretã — 5 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço
  • Formação Santa Maria — 1 poço

O território e o subsolo de Passo Fundo

Passo Fundo tem 206.215 habitantes distribuídos em 784,4 km², o que dá 262,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Passo Fundo.

No Censo 2022, 3.016 dos 81.744 domicílios de Passo Fundo — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.921 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.898 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Passo Fundo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Passo Fundo

Com base em 395 poços cadastrados num raio de 30 km de Passo Fundo - RS, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 95 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 19,7 m³/h), sobre 236 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Passo Fundo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 395 poços no raio, contra 149 poços dentro do município.

95 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
14,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 236 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Passo Fundo: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta395 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Passo Fundo costumam descer

  • até 50 m 8%31
  • 50 a 100 m 50%190
  • 100 a 150 m 32%124
  • acima de 150 m 10%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 8,1 m³/h 94 m 353215 com teste
Formação Tupanciretã 27,9 m³/h 120 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m30 poços Formação Serra Geral 30
  • 50 a 100 m180 poços Formação Serra Geral 176 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m116 poços Formação Serra Geral 113 · Formação Tupanciretã 3
  • acima de 150 m35 poços Formação Serra Geral 34 · Formação Tupanciretã 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Passo Fundo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Passo Fundo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.