Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmitinho - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmitinho, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 17poços cadastrados
  • 182,5 mprofundidade média
  • 168 mprofundidade mediana
  • 71,7 mnível estático médio

Como são os poços em Palmitinho - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em Palmitinho - RS. A profundidade média é de 182,5 m e a mediana, 168 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 71,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 239 dos 3.005 domicílios do município — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
182,5 m
Profundidade mediana
168 m
Nível estático médio
71,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
67,6 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
7.839 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
239 (8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em Palmitinho, com profundidade média de 182,5 m (mediana de 168 m, variando de 102 m a 336 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmitinho é 67,6 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Palmitinho

Poços cadastrados em Palmitinho - RS
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média182,5 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana168 m
Faixa de profundidade102 m a 336 m
Nível estático médio71,7 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio119,3 m 10 poços com o dado
Vazão específica média2,2 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 5 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em Palmitinho 102 m mínimo 168 m mediana 336 m máximo
Metade dos poços fica entre 146 m e 204 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmitinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 7 · 41% 150-200 m 4 · 24% acima de 200 m 6 · 35%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmitinho 5 1970 4 1980 3 1990 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmitinho. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 71% Sem uso 2 · 14% Abastecimento doméstico 2 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 13 poços

O território e o subsolo de Palmitinho

Palmitinho tem 7.839 habitantes distribuídos em 144,2 km², o que dá 54,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Frederico Westphalen, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 239 dos 3.005 domicílios de Palmitinho — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 150 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 147 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmitinho

Com base em 489 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmitinho - RS, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 288 m, com profundidade mediana de 156 m. A vazão mediana calculada é de 8,4 m³/h (metade dos poços entre 4,5 m³/h e 15,3 m³/h), sobre 275 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 38 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmitinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 489 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

156 mprofundidade mediana
8,4 m³/hvazão mediana calculada
38 mnível estático mediano
17,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 275 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmitinho: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta489 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 62peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 71peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmitinho costumam descer

  • até 50 m 3%15
  • 50 a 100 m 17%81
  • 100 a 150 m 29%139
  • acima de 150 m 51%248

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação Serra Geral 14
  • 50 a 100 m75 poços Formação Serra Geral 75
  • 100 a 150 m127 poços Formação Serra Geral 127
  • acima de 150 m222 poços Formação Serra Geral 219 · Eluvião 2 · Coluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmitinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmitinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.