Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Araricá - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Araricá, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 23poços cadastrados
  • 180,5 mprofundidade média
  • 216 mprofundidade mediana
  • 17,9 mnível estático médio

Como são os poços em Araricá - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Araricá - RS. A profundidade média é de 180,5 m e a mediana, 216 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 2.815 dos 3.215 domicílios do município — 87,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
180,5 m
Profundidade mediana
216 m
Nível estático médio
17,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
65,6 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
8.525 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.815 (87,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Araricá, com profundidade média de 180,5 m (mediana de 216 m, variando de 40 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 26% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Araricá é 65,6 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Araricá

Poços cadastrados em Araricá - RS
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média180,5 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana216 m
Faixa de profundidade40 m a 270 m
Nível estático médio17,9 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio113,3 m 20 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 91% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 26% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Araricá 40 m mínimo 216 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 140 m e 234 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Araricá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 4% 50-100 m 3 · 13% 100-150 m 5 · 22% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 13 · 57%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Araricá 9 2000 9 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Araricá. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 42% Abastecimento múltiplo 4 · 33% Sem uso 2 · 17% Abastecimento industrial 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 7 poços
  • Formação Guará — 6 poços
  • Coluvião — 6 poços
  • Formação Piramboia — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Rosário do Sul — 1 poço

O território e o subsolo de Araricá

Araricá tem 8.525 habitantes distribuídos em 35,4 km², o que dá 240,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Novo Hamburgo - São Leopoldo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 2.815 dos 3.215 domicílios de Araricá — 87,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.777 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.808 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Araricá

Com base em 1.045 poços cadastrados num raio de 30 km de Araricá - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 217 m, com profundidade mediana de 126 m. A vazão mediana calculada é de 5,2 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 11,6 m³/h), sobre 596 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Araricá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.045 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

126 mprofundidade mediana
5,2 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
37,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 596 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Araricá: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta1.045 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Araricá costumam descer

  • até 50 m 5%56
  • 50 a 100 m 31%319
  • 100 a 150 m 29%297
  • acima de 150 m 35%360

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 6,1 m³/h 150 m 357227 com teste
Formação Botucatu 5,3 m³/h 91 m 295159 com teste
Formação Piramboia 3,6 m³/h 168 m 4437 com teste
Formação Rosário do Sul 2,6 m³/h 155 m 3229 com teste
Coluvião 4,0 m³/h 120 m 2110 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 2,7 m³/h 200 m 2119 com teste
Aluviões 8,4 m³/h 100 m 117 com teste
Formação Guará 3,9 m³/h 220 m 76 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m52 poços Formação Botucatu 38 · Formação Serra Geral 6 · Aluviões 3
  • 50 a 100 m253 poços Formação Botucatu 138 · Formação Serra Geral 79 · Formação Piramboia 8
  • 100 a 150 m211 poços Formação Serra Geral 105 · Formação Botucatu 67 · Formação Rosário do Sul 14
  • acima de 150 m296 poços Formação Serra Geral 167 · Formação Botucatu 52 · Formação Piramboia 23

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Araricá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Araricá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.