Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Pantano Grande - RS: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pantano Grande, Rio Grande do Sul.
- aquífero fissural
- complexo granito-gnáissico
- 13poços cadastrados
- 114,7 mprofundidade média
- 118 mprofundidade mediana
- 18 mnível estático médio
Como são os poços em Pantano Grande - RS?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Pantano Grande - RS. A profundidade média é de 114,7 m e a mediana, 118 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 516 dos 3.971 domicílios do município — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 13
- Profundidade média
- 114,7 m
- Profundidade mediana
- 118 m
- Nível estático médio
- 18 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Granito-Gnáissico
- Ante a média do estado
- praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
- População (Censo 2022)
- 10.212 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 516 (13%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Pantano Grande, com profundidade média de 114,7 m (mediana de 118 m, variando de 27 m a 196 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 44% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Pantano Grande é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).
Números do cadastro em Pantano Grande
| Poços no cadastro nacional | 13 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 114,7 m 13 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 118 m |
| Faixa de profundidade | 27 m a 196 m |
| Nível estático médio | 18 m 7 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 40,9 m 6 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,9 m³/h por metro 5 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 62% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Granito-Gnáissico 44% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 4 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1980 6 poços |
| Poços com teste de vazão | 13 de 13 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 8 poços
- Poroso — 5 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Granito-Gnáissico — 7 poços
- Formação Rio Bonito — 3 poços
- Formação Rosário do Sul — 2 poços
- Formação Palermo — 2 poços
- Grupo Passa Dois — 1 poço
- Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
O território e o subsolo de Pantano Grande
Pantano Grande tem 10.212 habitantes distribuídos em 841,2 km², o que dá 12,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Cruz do Sul, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.
No Censo 2022, 516 dos 3.971 domicílios de Pantano Grande — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 464 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 389 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Pantano Grande
Com base em 35 poços cadastrados num raio de 30 km de Pantano Grande - RS, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 207 m, com profundidade mediana de 118 m. A vazão mediana calculada é de 3,3 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 5,7 m³/h), sobre 20 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (67% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pantano Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 35 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 20 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Pantano Grande: 24/100
Confiança: amostra média35 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 19peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 9peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 26peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Pantano Grande costumam descer
- até 50 m 11%4
- 50 a 100 m 31%11
- 100 a 150 m 26%9
- acima de 150 m 31%11
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Rosário do Sul | 3,5 m³/h | 130 m | 149 com teste |
| Complexo Granito-Gnáissico | 4,6 m³/h | 64 m | 96 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Formação Rosário do Sul 2 · Complexo Granito-Gnáissico 2
- 50 a 100 m10 poços Formação Rosário do Sul 4 · Complexo Granito-Gnáissico 4 · Grupo Passa Dois 1
- 100 a 150 m9 poços Formação Rosário do Sul 5 · Formação Irati 2 · Formação Palermo 1
- acima de 150 m10 poços Formação Rosário do Sul 3 · Complexo Granito-Gnáissico 2 · Formação Rio Bonito 2
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Pantano Grande?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pantano Grande.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Rio Grande do Sul com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.